00:00:00
06 May

Crimes cibernéticos são o maior temor das seguradoras

22 de abril de 2024
183 Visualizações

Os crimes cibernéticos são o maior temor das seguradoras no Brasil e no mundo. A conclusão está no recorte brasileiro da pesquisa “Banana Skins – Quais são os maiores riscos enfrentados pela indústria de seguros?”, levantamento global que ouviu mais de 500 líderes empresariais de 39 países. O estudo está em sua 9ª edição e mapeia os riscos mais urgentes que o mercado segurador enfrenta e enfrentará nos próximos três anos no mundo.

Após ataques cibernéticos, estão entre as principais preocupações das seguradoras brasileiras: transformações tecnológicas; macroeconomia; regulamentação; gestão de mudanças; inteligência artificial; taxas de juros; redução de custos; competição; e capital humano.

A principal diferença entre as preocupações dos líderes do Brasil e a média global é a atenção das seguradoras às mudanças climáticas. Na classificação mundial, o tema está na terceira posição da lista, enquanto no Brasil só aparece em 13º lugar – embora a Susep tenha induzido que os seguros absorvam os riscos climáticos em suas matrizes e a Cnseg esteja propondo a criação de um seguro obrigatório para catástrofes, que proteja vítimas de tragédias como enchentes.

Além das mudanças climáticas, o setor de seguros enfrenta desafios relacionados às novas regulamentações, à disrupção tecnológica e a mudanças nas demandas e preferências dos consumidores, além da crescente concorrência de novos players.

“É imprescindível entender o ambiente geopolítico, as incertezas do mercado e o multiverso dos riscos, a fim de aproveitar cada vez mais as oportunidades e inovações tecnológicas que estão surgindo e remodelando o segmento no país”, explica a sócia e líder da indústria de Seguros na PwC Brasil, Maria José Cury.

Novas obrigações impactam o setor

Os riscos regulatórios aparecem na quarta posição entre as dez maiores preocupações para o setor de seguros no Brasil e, em segundo lugar no mundo. De acordo com Maria José Cury. esta preocupação do setor está relacionada ao volume crescente de regras e regulamentações.

“São exemplos as novas obrigações de divulgação impostas pela adoção da IFRS 17, assim como a necessidade de relatar riscos não financeiros associados à agenda ESG. Essas exigências ampliam o escopo de responsabilidades das empresas e podem influenciar o risco reputacional”, explica a sócia da PwC Brasil.

Além disso, com o crescimento das regulamentações internacionais e dos padrões de divulgação, a percepção desse risco está aumentando globalmente. Isso inclui normas como a IFRS 17, leis de proteção de dados e do consumidor e a diretiva Solvência II, entre outras.

Indústria é mais conservadora na adoção de novas tecnologias

Em paralelo aos riscos cibernéticos, o risco relacionado à tecnologia foi outro destaque da pesquisa, tanto no Brasil quanto no mundo. Uma dificuldade enfrentada pelas seguradoras nesse contexto é o desafio de acompanhar as mudanças tecnológicas, como a adoção de modelos de negócios digitais e o desenvolvimento de recursos e interfaces para o cliente.

O sócio da PwC e especialista em governança, riscos e regulação Fábio Coimbra explica que um dos grandes obstáculos da transformação digital é o custo associado, principalmente quando não está claro por quanto tempo os novos sistemas de tecnologia da informação permanecerão relevantes. “Ainda mais arriscado é adiar esse investimento, o que pode resultar em custos operacionais mais elevados em comparação com concorrentes mais avançados. Isso cria um dilema de investimento em tecnologia, em que as seguradoras precisam equilibrar o custo e a necessidade de modernização para permanecerem competitivas e eficientes”, pondera o sócio.

“Os riscos para as empresas nunca foram tão complexos e interconectados. A abordagem de gestão de riscos deve ir muito além das ações de mitigação e gestão da pauta regulatória. As empresas precisam transformar suas capacidades relacionadas a riscos, buscando resiliência, adaptando suas estratégias e seus modelos operacionais para evitar disrupções e potencializar o crescimento sustentável”, conclui Coimbra.

You may be interested

Zurich reforça apoio ao flag football
Zurich Seguros
2 Vizualizações
Zurich Seguros
2 Vizualizações

Zurich reforça apoio ao flag football

Publicação - 6 de maio de 2026

A Zurich Seguros reforça a atuação da companhia no esporte com o apoio ao Primeira para o Sonho, frente social realizada em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol…

CVG-RJ promove encontro sobre consultoria e assessoria
CVG-RJ
66 Vizualizações
CVG-RJ
66 Vizualizações

CVG-RJ promove encontro sobre consultoria e assessoria

Publicação - 6 de maio de 2026

O Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ) realiza, na manhã do próximo dia 14 de maio, em sua sede no Centro do Rio, um…

Bradesco Seguros abre Quinzena do Seguro 2026
Bradesco Seguros
65 Vizualizações
Bradesco Seguros
65 Vizualizações

Bradesco Seguros abre Quinzena do Seguro 2026

Publicação - 6 de maio de 2026

O Grupo Bradesco Seguros inicia a 8ª edição da Quinzena do Seguro reunindo, até 18 de maio, um conjunto de ofertas em diferentes linhas, com descontos, facilidades…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin