Diretor executivo da Federação aponta a escalada dos custos como principal problema do setor.
O Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) reuniu profissionais do mercado, no dia 18 de setembro, em Belo Horizonte, para debater o cenário atual do setor de seguros e planos de saúde, as alterações recentes na legislação e os desafios para a saúde suplementar no País. O diretor executivo da FenaSaúde, José Cechin, ministrou a palestra magna do evento. Cerca de 170 pessoas compareceram ao encontro, entre corretores de seguros, consultores, executivos de seguradoras, operadoras e assessorias especializadas na área, além da diretoria e conselheiros do CSP-MG.
O diretor da FenaSaúde apresentou números do setor, que hoje atende 47,2 milhões de usuários em planos médicos individuais, coletivos por adesão e empresariais. Ele também falou sobre as principais dificuldades do segmento com destaque para o aumento das despesas médico-hospitalares que em 2017 chegaram a R$ 178,3 bilhões.
Segundo o dirigente, a disparada dos custos deve-se a diversos fatores, entre eles as novas tecnologias incorporadas ao setor médico, grande utilização dos planos, preços elevados dos procedimentos, além de judicialização, desperdícios e fraudes. “O aumento de custos vem da soma de muitos fatores que perpassam toda cadeia produtiva da saúde suplementar”.
Para buscar o equilíbrio entre receitas e despesas, Cechin propõe a união de esforços de todos os agentes do setor: operadoras, médicos, consumidores, hospitais, laboratórios, fabricantes de medicamentos, insumos e de equipamentos. “Só com o envolvimento de todos é que poderemos resolver esse problema. O desafio é prestar um serviço de boa qualidade, em redes credenciadas ou referenciadas acreditadas, na medida certa para atender às necessidades dos usuários, entregando valor a eles, isto é, a um custo compatível”, ressaltou.
De acordo com o executivo, no Brasil, a iniciativa privada responde por cerca de 57% dos gastos com saúde, diferente dos países desenvolvidos em que a maior parte das despesas é de responsabilidade do setor público, com exceção dos EUA, Turquia e México.
O presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, comentou a importância do setor de saúde suplementar. “Devido à relevante participação do setor privado no custeio da área de saúde, é fundamental que o mercado promova fóruns de discussão sobre as medidas que devem ser adotadas visando, principalmente, à sustentabilidade desse setor”.
Ao final do evento, o diretor da FenaSaúde integrou a mesa de debates composta pelas seguintes autoridades: João Paulo Mello (presidente do CSP-MG), Mauricio Tadeu Barros Morais (mediador e diretor de Seguros do Clube), Juliana Queiroz (presidente da Comissão de Seguros de Pessoas do SindSeg MG/GO/MT/DF), Evaldo de Paula (diretor do Sincor-MG), Omar Otaviano Dantas Meira (presidente do Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas) e André Beraldo de Morais (presidente da Ascor-MG).
Approach Comunicação
You may be interested

Com foco em inovação, PASI lança produto NR-1
Publicação - 17 de abril de 2026Pioneiro no mercado segurador em soluções para saúde mental no trabalho, o Seguro PASI, desde 2016 através da Central de Amparo, já oferece para os seus segurados…

FenSeg participa de workshop sobre estatísticas de incêndio
Publicação - 17 de abril de 2026A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) participou do I Workshop de Fomento às Estatísticas de Incêndio 2026, realizado em São Paulo, a convite da Associação Brasileira…

Receita de acionista do Grupo MDS supera US$ 2,9 bi
Publicação - 17 de abril de 2026O Grupo Ardonagh registrou em 2025 uma receita de 2,9 bilhões de dólares, com um EBITDA de 1,1 bilhão de dólares, consolidando sua posição entre os 15 maiores grupos…
Mais desta categoria



Ouvidoria se consolida como instrumento estratégico com o consumidor
Publicação - 17 de abril de 2026









