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10 May

ESG e o mercado de seguros: práticas e impactos na sociedade

17 de maio de 2024
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O conceito de ESG (do inglês Environmental, Social and Governance) tem se tornado cada vez mais relevante na indústria de seguros, com impactos significativos em diversas frentes. A implementação dessas práticas não apenas promove uma gestão mais responsável e sustentável, mas também traz desafios e oportunidades para o setor. Em evento realizado pelo Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) na última quinta-feira (16), com presença de funcionários de seguradoras associadas atuantes na sua região sindical, o especialista em ESG Luis Dix, executivo sênior de marketing e vendas e consultor de startups, falou um pouco mais sobre o tema.

Como destacou Luis Dix em sua palestra, a frente ambiental de ESG destaca a importância de abordar as mudanças climáticas, que afetam diretamente a indústria de seguros. “Eventos extremos como enchentes, secas e nevascas fora de época estão se tornando mais comuns, evidenciando o aumento acelerado da temperatura global. Esse cenário cria desafios para a criação de apólices de seguro que possam cobrir danos causados por condições climáticas extremas. Temos agora, infelizmente, o exemplo da catástrofe no Rio Grande do Sul que terá um impacto gigantesco no setor segurador”, apontou.

Segundo o especialista, a regionalização dos impactos ambientais exige que as seguradoras adaptem seus produtos e serviços às necessidades específicas de cada localidade, oferecendo soluções personalizadas que abordem riscos variados, desde a proteção de plantações até a segurança de infraestruturas. “Os corretores, junto com as equipes locais das seguradoras, têm um trabalho muito importante de levantar essas realidades locais e levar para as matrizes das seguradoras para tentar desenvolver produtos que façam sentido para aquela região. A massificação está cada vez mais difícil de atender”, afirmou.

No âmbito social, de acordo com Dix, o Brasil enfrenta desafios significativos, como a alta taxa de evasão escolar e o envelhecimento da população. “Apenas metade dos alunos que iniciam o ensino primário concluem o ensino médio, e a população brasileira está envelhecendo enquanto o crescimento demográfico estagna. Essas questões afetam a previdência social e privada, a geração de empregos e a renda, exigindo que as seguradoras criem produtos que atendam às necessidades de uma população em transformação”, explicou. Segundo o especialista, a desigualdade social demanda que as seguradoras desenvolvam iniciativas que promovam a inclusão e a proteção financeira para todos os segmentos da sociedade.

Governança: transparência e credibilidade

 A governança é fundamental para o sucesso sustentável de qualquer empresa. No contexto do ESG, como apontou o executivo em sua apresentação, a governança implica em práticas transparentes, responsabilidade fiscal e ética nos negócios. Empresas que adotam uma governança sólida constroem credibilidade e confiança com seus stakeholders. “Para integrar efetivamente as práticas de ESG, é crucial que as empresas estabeleçam metas claras e mensuráveis para cada uma das três áreas. O planejamento estratégico anual deve incorporar objetivos específicos dentro dos conceitos ambiental, social e de governança, garantindo uma abordagem equilibrada e integrada”, orientou.

Luis Dix complementou, ainda, que a transição para um modelo de negócios baseado em ESG apresenta barreiras significativas, como o foco tradicional no lucro dos acionistas e a falta de métricas padronizadas para avaliar o desempenho das ações estabelecidas. “Além disso, a implementação dessas práticas pode aumentar os custos operacionais e exigir um esforço significativo na definição e monitoramento de metas. No entanto, esses desafios são contrabalançados pela necessidade urgente de responder às crises ambientais e sociais globais”, disse.

De acordo com o especialista, as seguradoras que conseguirem integrar os princípios de ESG em suas operações estarão mais bem posicionadas para enfrentar os desafios futuros e contribuir para uma sociedade mais justa e sustentável. “Além disso, organizações que adotam práticas mais sustentáveis acabam gerando resultados melhores e, consequentemente, têm acesso mais fácil a investimentos. Ou seja, vale a pena dar uma atenção especial ao tema”, finalizou.

A apresentação completa de Luis Dix sobre ESG, suas práticas e impactos reais na sociedade pode ser conferida no canal do Youtube do Sindsegnne, por meio do link https://www.youtube.com/watch?v=oIgTCJetNEo.

Voz Comunicação

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