Como as empresas podem se preparar para uma sociedade cada vez mais longeva e diversa? Essa foi a reflexão que norteou a nova edição do Diálogos Plurais, iniciativa da MAG Seguros voltada à promoção de conversas sobre inclusão, equidade e respeito às diferenças. O encontro reuniu lideranças, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir os desafios relacionados ao envelhecimento da população LGBTQIAPN+, os impactos dos preconceitos acumulados ao longo da vida e a importância de ambientes mais inclusivos.
O debate reuniu ainda integrantes da associação sem fins lucrativos Eternamente Sou, entidade que desenvolve trabalho integrado e multidisciplinar proporcionando uma velhice digna e ativa, além da garantia de direitos humanos e promoção da cidadania LGBTQIA+. O grupo é formado por voluntários e iniciou os trabalhos em 2017 com o objetivo de atuar em prol das pessoas idosas LGBTQIA+. Através da implantação de serviços e projetos voltados ao atendimento psicossocial, favorece a inclusão social à esta população.
Em referência ao Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, o Diálogos Plurais promoveu uma discussão sobre como o envelhecimento é vivenciado pela população LGBTQIAPN+. Ao longo do encontro, especialistas destacaram que essa parcela da população ainda enfrenta desafios específicos, como maior vulnerabilidade social, menor rede de apoio familiar, impactos na saúde mental e dificuldades relacionadas ao planejamento financeiro e à aposentadoria. O debate reforçou que promover acolhimento e inclusão em todas as fases da vida é fundamental para garantir um envelhecimento mais seguro, digno e com maior qualidade de vida.
Diversidade e inclusão
Um dos participantes do debate, Antonio Leitão, especialista em Gerontologia e gerente institucional do Instituto de Longevidade MAG, defende que a sociedade precisa compreender que a idade não pode ser um fator de exclusão profissional ou social.
“Uma pessoa de 60 anos saudável ainda pode ter pela frente 30, 35 anos de vida. Como é possível imaginar que essa pessoa não possa continuar trabalhando ou contribuindo para a sociedade? Precisamos abrir uma janela importante de discussão sobre os preconceitos relacionados à idade, gênero, orientação sexual e identidade. Essa é uma questão de inteligência corporativa e de como as empresas pensam o futuro”, destacou Leitão, acrescentando ainda que os diferentes marcadores sociais podem se somar e ampliar desigualdades: “Quando diferentes desigualdades se somam, elas tornam a situação ainda mais complexa. Uma pessoa negra, uma mulher, uma pessoa LGBTQIA+, por exemplo, pode carregar diferentes camadas de vulnerabilidade ao longo da vida. Por isso, falar de acolhimento e inclusão é também falar de envelhecimento com mais segurança e dignidade”, afirmou.
Presidente do Instituto de Longevidade MAG, Nilton Molina ressaltou que a diversidade deve ser entendida como um valor essencial para as empresas e como uma fonte de inovação. Para ele, a construção de ambientes inclusivos passa pela capacidade de ouvir histórias diferentes e compreender trajetórias que muitas vezes permanecem invisíveis.
“Eu acredito na diversidade como um valor essencial. Quando a gente ouve as pessoas e conhece suas histórias, entende o valor dessas diferenças. Um ambiente diverso é um ambiente mais rico, porque reúne experiências, visões e trajetórias diferentes. Diversidade não é apenas uma pauta institucional; ela é uma fonte de inovação, porque as pessoas trazem suas histórias, suas crenças e suas perspectivas”, acrescentou.
Diretora da ONG Eternamente Sou, Dora Cudignola destacou que discutir longevidade também significa olhar para as desigualdades enfrentadas pela população LGBTQIAPN+ ao longo da vida. Segundo ela, a falta de acolhimento em diferentes ambientes pode comprometer o acesso à educação, ao mercado de trabalho, à saúde e à proteção social, impactando diretamente a forma como essas pessoas envelhecem.
“Envelhecer com dignidade também passa pelo acolhimento. Muitas pessoas LGBTQIAPN+ chegam à terceira idade depois de uma vida marcada por preconceitos, rupturas familiares e dificuldades de acesso ao trabalho e à proteção social. Quando promovemos ambientes mais inclusivos e respeitosos, estamos criando condições para que essas pessoas tenham mais qualidade de vida, pertencimento e segurança ao longo de toda a trajetória”, disse.
A discussão também reforçou a importância de iniciativas que promovam informação, conscientização e transformação cultural dentro e fora das organizações. Por meio do Diálogos Plurais, a MAG amplia seu compromisso com uma agenda de diversidade e inclusão, criando espaços para debates sobre temas que impactam a sociedade e o futuro das relações humanas e profissionais.
Grupo MAG | GBR
You may be interested

Zurich e Banco Carrefour lançam seguro residencial com assistência pet
Publicação - 3 de novembro de 2026A Zurich Seguros e o Banco Carrefour estão ampliando o portfólio de proteção disponível aos clientes dos cartões Carrefour, Atacadão e Sam's Club com o lançamento de…

Brasilprev é a primeira organização brasileira a conquistar um Grand Stevie Award
Publicação - 3 de novembro de 2026A Brasilprev, empresa de previdência privada da holding BB Seguros, foi reconhecida em três categorias do Stevie Awards 2026, premiação internacional voltada a organizações com práticas de…

Porto cria movimento para que todo o Brasil possa se unir na torcida para Gabriel Bortoleto
Publicação - 3 de novembro de 2026Quando um brasileiro acelera nas pistas, milhões de pessoas torcem juntas. A cada volta, a cada ultrapassagem e a cada desafio, a paixão pelo automobilismo aproxima pessoas…
Mais desta categoria

Redion participa do Lady Diamond e debate autonomia e segurança financeira da mulher
Publicação - 3 de novembro de 2026
Prêmio Reclame AQUI chega à reta final: CAPEMISA concorre na categoria Seguradoras
Publicação - 3 de novembro de 2026
Bradesco Seguros leva campanha de seguro residencial a novo formato interativo de publicidade da Netflix
Publicação - 3 de novembro de 2026









