Em um cenário marcado pelo aumento de incidentes logísticos, roubos de carga e eventos extremos que afetam diretamente o transporte no Brasil, o seguro de carga precisa ir além da cobertura básica. Hoje, proteger apenas um ponto isolado da operação já não é suficiente: é necessário garantir a segurança de toda a cadeia, do embarcador ao transportador e, em alguns modelos, até a chegada ao destinatário.
Dados recentes reforçam essa urgência. De acordo com o relatório de Análise de Roubo de Cargas da Nstech, o crime cresceu 24,8% apenas no primeiro semestre de 2025, evidenciando a escalada de riscos e a necessidade de mecanismos mais robustos de proteção. Esse avanço também se reflete no comportamento do mercado segurador. A FenSeg projeta que as vendas de seguros de transporte de cargas cresçam 11,5% em 2025, quase o dobro do ritmo estimado para 2024 (5,5%), segundo o Valor Econômico. Em 2024, o segmento já vinha em expansão: foram R$ 6,12 bilhões em prêmios e R$ 3 bilhões em indenizações, alta de 6,1% em relação a 2023, conforme dados da Susep.
Nos últimos anos, o setor passou a demandar um modelo de proteção mais amplo, capaz de acompanhar toda a jornada da carga. Esse movimento é o que sustenta as mudanças regulatórias, como as atualizações da ANTT, que reforçam uma tendência clara: garantir que todos os envolvidos no processo, desde embarcador, transportador e demais agentes, estejam devidamente segurados. Segundo João Paulo, especialista em gestão de risco e CEO da Mundo Seguro, “O objetivo é eliminar lacunas de responsabilidade que historicamente geravam conflitos, judicialização, prejuízos milionários e até paralisações operacionais.”
Além disso, ele explica que a leitura do mercado acompanha essa transformação. “Com o aumento das ameaças e a complexidade crescente da operação logística, cresce também a conscientização de que o seguro precisa ser compartilhado e estruturado a partir de uma visão sistêmica,” alerta João Paulo.
Por que toda a cadeia deve estar protegida
Maior rastreabilidade e transparência: Segundo João Paulo,”quando o seguro é estruturado de ponta a ponta, você consegue rastrear a responsabilidade e a movimentação da carga de forma muito mais clara. Isso está totalmente alinhado ao que a ANTT classifica como boas práticas. É uma forma de padronizar a operação e reduzir ruídos entre embarcador, transportador e operador logístico.”
Continuidade operacional garantida O especialista reforça que falhas de cobertura são uma das principais causas de paralisação de entregas e conflitos entre parceiros comerciais. “Se um único elo está descoberto, toda a operação fica vulnerável. Uma apólice completa impede que uma ausência de cobertura gere bloqueios, atrasos e até disputas contratuais.”
Proteção reputacional em um cenário de risco elevado: com os índices de roubo e perdas de carga ainda altos em diversas regiões do país, a imagem das empresas também está em jogo. “Hoje não é só sobre indenizar o prejuízo. É sobre a reputação da marca e a confiança dos clientes. Uma empresa que demonstra controle, prevenção e cobertura total transmite muito mais credibilidade”, reforça o CEO da Mundo Seguro.
Para além das exigências regulatórias e do avanço dos crimes, o setor de transporte vive um momento em que a gestão de riscos deixou de ser opcional. A proteção integral da cadeia logística se consolidou como um diferencial competitivo e, ao mesmo tempo, como uma necessidade estratégica para garantir continuidade operacional, previsibilidade financeira e confiança entre embarcadores, transportadores e clientes finais. “Ao adotar seguros mais completos e alinhados à realidade atual, as empresas não apenas reduzem perdas, elas fortalecem toda a engrenagem que sustenta o fluxo de mercadorias no país.” finaliza o especialista.
Publika.aí Comunicação
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