Vivemos em um mundo de riscos interconectados. Do aumento das tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos às ameaças climáticas crescentes, o ambiente de negócios está cada vez mais desafiador. Nesse contexto, a previsibilidade tornou-se um ativo estratégico — e o seguro de crédito reforça sua relevância como um importante instrumento de gestão estratégica para a proteção e expansão.
Tradicionalmente associado à mitigação de riscos em operações B2B locais e globais, o seguro de crédito é uma ferramenta financeira fundamental em tempos de incerteza e em mercados desconhecidos. Seguradoras, resseguradoras e, principalmente, os corretores têm a oportunidade de ampliar sua atuação, reposicionando esse produto como diferencial competitivo para empresas de todos os portes.
Segundo a Moody’s Ratings, a taxa global de inadimplência corporativa pode chegar a 8% até 2026, impulsionada por medidas protecionistas. Esse cenário amplia o risco sistêmico e pressiona o crédito corporativo, impactando principalmente empresas expostas ao comércio internacional.
Ao cobrir perdas decorrentes de inadimplência ou mora prolongada, o Seguro de Crédito permite ampliar vendas com segurança, inclusive em mercados externos, oferecendo além da proteção, um constante monitoramento dos riscos. É uma ferramenta que viabiliza negócios — ainda pouco explorada no Brasil.
A baixa penetração do produto está associada a diversos fatores: lacunas de informação no ponto de venda, ausência de cultura de proteção contratual e a percepção equivocada de que se trata apenas de um custo. A disseminação do produto é um fator de grande relevância para o setor segurador, que é um impulsionador no movimento de conscientização e educação, promovendo o seguro de crédito como ferramenta de resiliência e crescimento.
Nesse movimento, o corretor desempenha um papel central. Como elo entre seguradoras e empresas, tem a capacidade de traduzir as especificidades do seguro de crédito em soluções adaptadas a diferentes perfis. Sua atuação consultiva é essencial para desmistificar o produto, identificar oportunidades de uso estratégico, fortalecendo a percepção de valor.
Há ainda uma nova camada de riscos que torna essa discussão mais urgente: eventos climáticos extremos, escassez hídrica, mudanças demográficas e volatilidade cambial. Empresas de diversos setores já revisam suas estratégias de mitigação. O seguro de crédito deve ser posicionado como solução estruturante, alinhada à sustentabilidade financeira.
Além disso, o aumento da participação das exportações no faturamento de muitas empresas brasileiras impulsiona a demanda por mecanismos de blindagem contra a instabilidade geopolítica. O setor de seguros pode se posicionar como parceiro estratégico nesse processo, ampliando o acesso à proteção internacional.
O seguro de crédito é um motor de crescimento essencial para empresas de todos os portes, garantindo que estejam sempre atualizadas com as principais mudanças globais. Ele oferece segurança à operação, apoia a expansão e fortalece a economia de baixo risco. Em tempos de incerteza, previsibilidade é um diferencial. E o seguro de crédito é um dos caminhos mais eficazes para conquistá-la.
Assessoria de Imprensa da Coface
*Por Isabelle Heude, Chief Commercial & Operations Officer (CCO & COO) para o Brasil
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