É chegado o 8º Congresso de Resseguro. Iniciamos em 2011 com o entusiasmo dos anos seguintes à abertura do mercado de resseguros brasileiro.
Passamos pela edição das regras que, sem qualquer discussão, transformaram a preferência dos resseguradores locais em reserva combinada com a restrição a operações intragrupo.
Uma suposta mudança de curso ocorreu quando a reserva e a restrição a operações intragrupo foram substituídas por um confuso sistema de reserva descrescente conjugada com a preferência e espaço crescente para operações intragrupo.
A efetiva mudança de curso veio com a volta da preferência como sistema único e com o fim das restrições a operações intragrupo.
Depois, junto com o Brasil, entramos em compasso de espera, aguardando que a política se acomodasse.
Temos, agora, uma oportunidade. Estabilizamos (tanto quanto possível) a política, com a possibilidade real de volta do crescimento, com a reforma da previdência e com a redução do Estado, incluindo as privatizações. Há também o anunciado objetivo de privilegiar a segurança jurídica, algo cuja relevância parece, às vezes, subestimada, e que precisa envolver os três poderes.
Além disso, adotamos como pauta permanente o combate à corrupção que, para além de sua perspectiva ética (que deve ser vivenciada por todos sempre, e não somente quando cobramos honestidade de políticos), suga recursos e atrasa nosso desenvolvimento. Os efeitos dessa mudança também virão, não sem passos à frente e atrás e a frequente sensação de que não estamos saindo do lugar.
O resseguro, na medida em que precisa de grandes riscos, frequentemente associados a grandes projetos que, por sua vez, dependem de uma perspectiva positiva de futuro, tem tudo para aproveitar de forma especialmente intensa a retomada, que tende a ser forte e duradoura.
Nesse contexto, o Congresso de Resseguro promove justamente a troca de ideias e o alinhamento de expectativas, sendo certo que, na vida econômica e social, as expectativas são o tijolo do futuro.
Bom Congresso a todos!
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