O mercado de seguros começa o ano com expectativa de crescimento de 8% em 2026, de acordo com a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras). A estimativa considera todos os segmentos, exceto a Previdência Aberta, que ainda não dispõe de parâmetros suficientes para cálculo, em razão da mensuração do IOF.
A projeção da CNseg supera em 2% o crescimento previsto para 2025 mas, ainda assim, a expansão do setor se mantém estável e dentro da média dos últimos anos. “O mercado de seguros tem se mostrado resiliente e com crescimento estável há mais de 10 anos. Ainda assim, há muitas oportunidades dentro do mercado brasileiro para expandir ainda mais, especialmente levando em conta a conscientização dos clientes”, diz Marcus Vinícius de Oliveira, CEO da Wiz Co (WIZC3).
O executivo chama atenção, por exemplo, para a previsão de que os seguros residenciais devem crescer mais de 10%, impulsionado pelo aquecimento do mercado imobiliário e pela preocupação dos consumidores pós-eventos climáticos extremos. “No entanto, para que tal expansão ocorra, é preciso olhar para além da necessidade imediata e também ter foco no longo prazo, por isso o avanço tecnológico também faz parte do cardápio de 2026 para o setor”, explica o CEO, que acredita que o setor chegou em um ponto de inflexão.
“Após anos de aceleração digital, o setor passa a ser moldado por forças estruturais, como os riscos climáticos, a evolução regulatória e o uso intensivo de dados, que redefinem produtos, preços e a própria lógica de proteção no país”, completa. Marcus Vinícius elenca o que, na sua perspectiva, serão as 5 principais tendências para o mercado de seguros em 2026:
1) Inteligência artificial generativa
Já aplicada em modelos de precificação mais acurados, na automação do atendimento por meio de linguagem natural, na previsão de sinistros de menor risco e no avanço de processos regulatórios mais eficientes e personalizados, a inteligência artificial generativa tende a evoluir. Com algoritmos mais sofisticados, passará a permitir a análise do comportamento do cliente em tempo real e a entrega de soluções customizadas com maior rapidez. É a consolidação do “tailor made” no mercado de seguros.
2) Open Insurance
À medida que o Sistema de Seguros Aberto (SISS) amadurece, a integração entre seguradoras, insurtechs, plataformas digitais e corretores tende a se intensificar. Esse ambiente mais conectado favorece experiências mais simples e transparentes para o consumidor e viabiliza o surgimento de novos modelos de negócio sustentados pelo uso compartilhado de dados. Ganham força a portabilidade, práticas de precificação mais equilibradas e o desenvolvimento de produtos mais alinhados às necessidades dos clientes. Para os corretores, o Open Insurance se consolida como uma oportunidade de obter uma visão completa do consumidor, ampliando o potencial de cross-selling e fortalecendo o relacionamento de longo prazo.
3) Seguro embarcado
Ao ser incorporado diretamente à jornada de aquisição de outros produtos e serviços (como celulares, automóveis, viagens, eventos ou compras em marketplaces), o seguro embarcado transforma a contratação da cobertura em uma etapa quase invisível e extremamente conveniente para o consumidor.
4) Maior eficiência na gestão de risco
Ao definir de forma mais objetiva temas como cláusulas abusivas, períodos de carência e regras de cancelamento, o novo Marco Legal dos Seguros tende a diminuir disputas judiciais e a fortalecer a confiança dos consumidores no mercado.
5) Agenda climática no centro da estratégia
Com o aumento do risco climático, as seguradoras são levadas a rever limites e padrões das apólices, além de ampliar soluções de prevenção, seguros paramétricos e instrumentos de transferência de risco. Nesse contexto, a agenda climática deixa de ser apenas um tema de sustentabilidade e passa a ocupar o centro da estratégia de negócio, da gestão de capital e do relacionamento com reguladores, resseguradores e clientes.
InPress Porter Novelli
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