O mercado de seguros vive hoje a maior transformação digital de sua história, desde o advento da internet. A bola da vez é a inteligência artificial (IA), especificamente a GenAI (inteligência artificial generativa) e a Agentic AI (agente de inteligência artificial). Ambas representam uma evolução significativa. A primeira envolve a criação de novos conteúdos com base nos dados que processa; enquanto a segunda é voltada para a automação e execução de fluxos de trabalho completos, com autonomia e capacidade de tomar decisões.
Um estudo recente da Celent – empresa líder em pesquisa e consultoria com experiência em tecnologia para instituições financeiras em todo o mundo – aponta que 60% das empresas já estão explorando casos de uso nessas áreas, sendo que 22% delas deve colocar algo em produção a partir desses agentes já em 2026.
Esses números confirmam a percepção do mercado quanto a enorme capacidade da IA em transformar todos os processos de seguros, trazendo eficiência, consistência e automação em toda a cadeia de valor. As duas tecnologias estão se consolidando rapidamente como o novo tema central de debate, representando o próximo estágio de evolução nas aplicações de inteligência artificial.
As principais aplicações estão nas áreas de vendas, onde agentes de IA ajudam ou substituem operadores humanos, levando a experiências mais eficientes, consistentes e centradas no cliente; na subscrição, especialmente para a tomada de decisão automatizada e rica em dados para uma avaliação de risco mais informada e eficiente; e em sinistros, o que permite uma automação de ponta a ponta e a racionalização para conformidade e pagamento em uma única interação com o cliente.
Com base em todo esse cenário, não tenho dúvidas em afirmar que sistemas monolíticos são o ‘gargalo da inovação’, porque foram projetados para processos conduzidos 100% por humanos. Esse modelo de arquitetura legada ficou no passado e é totalmente inadequado para as demandas dinâmicas das operações futuras orientadas por IA, principalmente por conta da sua infraestrutura muito rígida e desatualizada.
Essa opinião é compartilhada por Satya Nadella, CEO da Microsoft, que previu que os avanços da IA em breve levarão à “morte” do SaaS como o conhecemos hoje. Essa declaração fez com que diversas empresas reconsiderassem seus modelos de negócios, estratégias operacionais e abordagens de TI e passarem a se preparar para esse futuro que se aproxima rapidamente. Sim, porque o que antes levava meses para implantação, agora com auxílio da inteligência artificial leva semanas ou poucos dias.
Por isso, tudo faço um apelo às seguradoras: ao invés de investir em novos monolitos, reimaginem os processos redesenhando as operações com capacidades de IA no centro; invistam em arquitetura modular, construindo sistemas flexíveis para atualizações ágeis e inovadoras; e habilitem o compartilhamento de dados em tempo real, facilitando o fluxo contínuo de informações entre agentes de IA. O futuro será movido pela inteligência artificial e quem não estiver alinhado com o mercado ficará para trás!
Agência Pauta VIP
*Por Rafael Rodrigues, General Manager Latam do InsureMO (Insurance Middle Office)
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