No mês do Dia Internacional da Mulher (08/03), a discussão sobre autonomia financeira feminina ganha ainda mais relevância. De acordo com Luciana Pavan, fundadora e idealizadora do 90 Segundos de Finanças, a educação financeira se mostra um pilar essencial para que o público feminino possa tomar decisões mais seguras sobre dinheiro, planejar o futuro e reduzir a dependência econômica de familiares. No entanto, desafios históricos e estruturais ainda dificultam esse processo, como a desigualdade salarial e a sobrecarga de responsabilidades domésticas e profissionais.
Segundo o 1º Relatório Nacional de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2024, as mulheres ganham em média 19,4% a menos do que os homens no Brasil, diferença que se agrava em cargos de liderança e entre mulheres negras. Além disso, o Prêmio Nobel de Economia de 2023, concedido a Claudia Goldin, apontou que a maior disparidade salarial entre gêneros ocorre após o nascimento do primeiro filho, quando muitas mulheres reduzem suas jornadas ou migram para empregos mais flexíveis.
“Esses fatores reforçam a necessidade de um planejamento financeiro estruturado, permitindo que mulheres consigam investir, constituir reservas de emergência e garantir sua segurança econômica”, afirma Luciana Pavan, que desde 2016 vem atendendo diversos públicos – entre eles, o feminino – em suas mentorias, que buscam compreender como as emoções afetam a gestão da renda e dos gastos.
Como colocar em prática
“Os primeiros passos para organizar as finanças envolvem compreender a própria situação financeira, estabelecer um orçamento realista, priorizar a quitação de dívidas e criar uma reserva para imprevistos. No entanto, a falta de conhecimento financeiro ainda impede muitas mulheres de negociar melhores salários, investir com segurança e tomar decisões econômicas estratégicas”, salienta a fundadora da 90 Segundos de Finanças.
De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), apenas 35% dos investidores brasileiros são mulheres, reflexo de um histórico de exclusão financeira e de crenças limitantes, como “dinheiro não é para mulher”, ainda presentes em 2025.
Diante desse cenário, iniciativas que incentivem a educação financeira são fundamentais para reduzir desigualdades econômicas e promover a independência financeira feminina. Estudos indicam que a falta de dinheiro é uma das principais fontes de estresse para as brasileiras, reforçando a necessidade de programas que ampliem o acesso à educação financeira. “Neste mês de março, mais do que celebrar, é fundamental refletir sobre o papel do conhecimento financeiro na construção de um futuro mais equitativo e próspero para todas as mulheres”, finaliza Luciana Pavan.
Oficina de RP
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