Planos de saúde individuais têm seus índices anuais de reajustes fixados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As operadoras associadas à FenaSaúde – que representa 15 empresas responsáveis por 40% do mercado de planos e seguros privados de assistência à saúde e exclusivamente odontológicos do país – seguem o que o órgão regulador do setor estabelece.
O reajuste negativo ora definido pela ANS para os planos de saúde individuais acompanha a variação dos custos do sistema de saúde suplementar no primeiro ano da Covid no Brasil. No começo da pandemia, vários procedimentos foram suspensos ou adiados, o que explica o menor uso do sistema pelos beneficiários, queda em despesas assistenciais e, consequentemente, a redução hoje anunciada.
A redução anunciada pela ANS reforça o caráter contratual de um setor submetido a regulação. As operadoras de planos de saúde associadas à FenaSaúde sempre cumpriram e continuarão cumprindo as regras determinadas pela legislação atinente à saúde suplementar no país. A FenaSaúde considera que o respeito a contratos é valor a ser rigorosamente obedecido numa economia que se pretende forte, saudável e inclusiva.
É importante ressaltar que o cenário que levou à inédita aplicação de reajustes negativos nas mensalidades dos planos de saúde individuais neste ano já vem se alterando desde fins de 2020 e, com mais intensidade, no começo deste ano. Além da segunda onda da Covid, que lotou hospitais, os atendimentos a outras doenças atingiram níveis bastante elevados.
A sinistralidade, ou seja, o percentual de receitas gasto com pagamento das despesas assistenciais dos pacientes, já está no mesmo nível de antes da pandemia, segundo dados oficiais da ANS (gráfico abaixo). As despesas das operadoras atingiram em abril e maio o maior nível em dois anos e meio, também de acordo com dados oficiais da ANS.
Dentro do modelo mutualista que regula as relações na saúde suplementar, a expressiva alta dos procedimentos que ora observamos – seja em função de novas ondas do coronavírus, seja pela retomada de eletivas ou pelo expressivo aumento dos custos de insumos e matérias-primas – tende a continuar a ter reflexos bastante expressivos nos custos assistenciais ao longo dos próximos meses e, portanto, com efeitos sobre os preços das mensalidades a serem praticados no próximo ciclo de reajuste em 2022.
Assessoria de Imprensa FenaSaúde
You may be interested

Sinistralidade de janeiro a julho alcança menor patamar da série histórica
Publicação - 6 de outubro de 2026As seguradoras brasileiras registraram sinistralidade de 38,2%, de janeiro a julho, alcançando o menor patamar da série histórica para o período analisado, com redução de 3,1 p.p.…

BB Seguros apresenta Circuitinho das Estações em Salvador e reforça cuidados com a saúde
Publicação - 6 de outubro de 2026Menos da metade das crianças de 3 e 4 anos cumpre as recomendações de atividade física da Organização Mundial da Saúde, segundo estudo publicado em 2024 na…

Educação no trânsito em SP: Fundación Mapfre realizará atividade gratuita no CEU Alvarenga
Publicação - 6 de outubro de 2026O programa 'Na Pista Certa', promovido pela Fundación Mapfre em parceria com a CET-SP, estará no CEU Alvarenga, na zona Sul de São Paulo, entre os dias…
Mais desta categoria

Semana do Seguro será celebrada com homenagem aos corretores e palestra sobre o futuro da proteção
Publicação - 6 de outubro de 2026
Antes de oferecer soluções, o corretor de seguros precisa entender os sonhos do cliente
Publicação - 6 de outubro de 2026
Delegação Brasileira tem encontro exclusivo com OpenAI no ITC Vegas
Publicação - 6 de outubro de 2026









