Enquanto você lê este artigo, seis em cada dez brasileiros (60%) estão trabalhando de casa, segundo pesquisas publicadas nas últimas semanas. São, em sua imensa maioria, pessoas que seguiam suas rotinas profissionais normalmente, o que incluía deslocamentos físicos por diferentes lugares (o escritório, a fábrica, os clientes, parceiros, etc.)… Isso até o final de fevereiro.
Especialistas e instituições do mundo todo têm tentado compreender os impactos sociais e psicológicos dessa mudança tão abrupta em nosso dia a dia, em que muitas pessoas tiveram, quase do dia para a noite, que adequar cotidianos inteiros no espaço de suas casas. Os estudos já observam aumento de estresse, ansiedade e até depressão, segundo os resultados divulgados de forma inicial.
No entanto, empresas de diversos ramos de atuação devem se preparar desde já para que o retorno de seus funcionários seja mais organizado do que a forma repentina e necessária da ida para a quarentena, suavizando os possíveis impactos dessa volta para um cotidiano diferente daquele deixado no final de fevereiro.
Esse retorno inicia-se antes do retorno. É isso mesmo: a primeira ação deve ser colocada em prática agora, disponibilizando aos funcionários palestras curtas, gravadas em cerca de 20 minutos, com temas motivacionais que tragam equilíbrio emocional à situação atual e demonstrando que isso é passageiro. Temas como performance em casa para a organização dessa nova rotina de trabalho, de transparência de ações da própria empresa no sentido da saúde organizacional e ações para manter o sentimento de equipe mesmo estando separados.
Tão importante como as ações acima, é criar um canal de interação para identificar os funcionários que apresentaram os sintomas comuns da covid-19, testaram positivo para a doença durante o confinamento, e/ou conviveram com alguém (parente ou amigo) infectado, mantendo a privacidade e preservando a saúde de todos. Neste caso, o RH precisa possuir um plano estabelecido de como lidar com cada caso, isto é, com prazos, medidas e respostas possíveis a cada um.
É fundamental que a empresa prepare um plano de comunicação para o efetivo retorno, que poderá servir tanto para marcar o fim do período crítico da crise, agradecendo a todos pelos esforços durante a quarentena, como para apresentar os novos protocolos de segurança.
Esses protocolos – que também devem estar sendo produzidos desde já – incluem ações internas de higienização de espaços e objetos, regras de convivência entre os funcionários e a criação de novas normas de descarte de qualquer ferramenta ou objeto compartilhado. Em alguns casos, será necessária a própria abolição deles.
Vale lembrar que, nas regras de convivência pós-pandemia, deverão estar claras também medidas temporárias, como espaçamento entre as pessoas, uso de máscara durante a jornada de trabalho e a suspensão de reuniões e encontros com aglomeração presencial.
Os desafios financeiros da empresa devem ser apresentados a todos e, tão importante quanto, é dizer que cada um será peça fundamental para se vencer toda recessão causada pela quarentena. É o momento de falar que todos estão no mesmo barco e que as decisões serão sempre tomadas e executadas com transparência. Isso ajuda a quebrar possíveis circulações de boatos e informações falsas pós-retorno.
Os membros do RH são importantes na orientação dessa primeira semana de retorno: posicionados estrategicamente, podem servir de guias para os novos protocolos da vida social.
Disponibilizar material online para que os empregados possam tirar dúvidas e acessar informações sobre as regras criadas também deverá estar no plano.
MARIO MORAES – Gerente Executivo de RH
Foto: revistanovafamilia.com.br
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