O mercado de seguros analisa o impacto das cirurgias bariátricas nos custos de saúde nas empresas. Um estudo consultivo inédito realizado pela Acrisure Brasil, multinacional de corretagem de seguros e gestão de riscos, revela que os procedimentos cirúrgicos para tratamento da obesidade possuem um impacto baixo nas apólices corporativas, respondendo por menos de 0,5% do montante global de sinistros.
O levantamento mapeou o perfil epidemiológico da doença com base na carteira da Acrisure Brasil entre os anos de 2021 e 2025, avaliando indicadores a cada 1.000 beneficiários. Os dados apontam para uma tendência consistente de queda na participação financeira direta da obesidade sobre o sinistro total. Após atingir o pico de 0,39% em 2022, o índice recuou gradativamente, fechando o ano de 2025 em 0,25%. A taxa de eventos por mil vidas também despencou no período, caindo de 3,68 para 1,57.
“Os números desmistificam a percepção de que a cirurgia de obesidade desestabiliza a sinistralidade. O verdadeiro desafio para o RH e para as operadoras está no perfil do público afetado e na necessidade de ações preventivas direcionadas”, aponta o Dr. Danilo Nakandakare, Diretor Médico de Gestão de Saúde da Acrisure Brasil.
Perfil do Risco
O estudo traz dados demográficos sobre a incidência da obesidade no ambiente corporativo:
- Predomínio Feminino: Em média, 78% dos eventos de obesidade registrados na carteira estão concentrados no gênero feminino;
- Faixa Etária Crítica: A maioria dos casos ocorre entre profissionais de 29 a 43 anos, período em que os colaboradores estão no auge de sua capacidade produtiva e de ascensão nas empresas;
- Segmentação por Plano: Os beneficiários de categorias de planos do nível Intermediário II são os que apresentam a maior recorrência de casos.
O levantamento destaca ainda os setores da economia com maior taxa de recorrência por mil vidas. O segmento de Saúde lidera o ranking de forma isolada, com uma taxa de 32,55, mais que o triplo do segundo colocado, o setor de Consultorias, com 9,50. Empresas de Tecnologia e Comunicação aparecem em terceiro lugar, com 5,48.
Geograficamente, os dados da Acrisure Brasil apontam que as regiões Sul, com 3,01, e Sudeste, 2,88, lideram as taxas de eventos por mil vidas entre as grandes regiões brasileiras.
Core Comunicação
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