O aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos tem ampliado os desafios para o mercado de seguros e colocado em evidência a necessidade de expandir a proteção securitária no Brasil. É nesse contexto que Ariel Couto, CEO da MDS Brasil, participou, no dia 19 de agosto, da segunda edição do “Conversas do Fórum”, iniciativa do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros.
Realizado na Escola de Negócios e Seguros (ENS), em São Paulo, o encontro teve como tema central “O futuro do seguro frente às catástrofes e os eventos climáticos” e reuniu lideranças do setor para discutir caminhos para ampliar a capacidade de proteção da sociedade diante dos novos riscos.
Ariel Couto integrou o primeiro painel da programação, dedicado à perspectiva da distribuição de seguros para catástrofes. Ao lado de Robert Bittar, vice-presidente da ENS e da Fenacor; Rodrigo Botti, Country Head da Lockton Re; e Henrique Brandão Júnior, presidente do Conselho do Grupo Assure e vice-presidente da Fenacor, o executivo debateu os desafios para ampliar a cobertura securitária diante do aumento da exposição do país a eventos climáticos extremos.
Durante o painel, Ariel destacou que a percepção sobre os riscos catastróficos no Brasil mudou nos últimos anos. “O Brasil não era considerado pelo mercado internacional como um país catastrófico. Isso mudou. Quando temos períodos de seca sucessivos, com perdas principalmente no agronegócio, o alagamento de Porto Alegre em 2024 e eventos cada vez mais frequentes no Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, essa percepção começa a mudar”, afirmou.
Segundo o executivo, o avanço desses eventos evidencia um importante gap de proteção no país. “Em Porto Alegre, tivemos perdas estimadas em cerca de R$ 90 bilhões e aproximadamente R$ 6 bilhões em indenizações. Isso significa que tivemos algo próximo de 7% de cobertura e um gap de 93%. Essa é a realidade que temos hoje no Brasil: grande parte das perdas decorrentes de catástrofes ainda não está coberta por seguros”, destacou Ariel.
O CEO da MDS Brasil também chamou atenção para a necessidade de ampliar a conscientização sobre a importância da proteção securitária, inclusive entre empresas. “Mesmo entre grandes companhias, ainda encontramos gaps significativos de cobertura. Precisamos avançar nas soluções, inclusive discutindo modelos em que o governo possa participar ou subsidiar parte do custo da proteção contra catástrofes, mas também é fundamental conscientizar a população sobre a necessidade de estar protegida”, acrescentou.
Para Ariel, essa conscientização passa também pela percepção do seguro residencial como instrumento de proteção patrimonial. “Muitas vezes, por um valor muito menor do que se paga pelo seguro de um automóvel, é possível proteger um imóvel que representa o patrimônio construído por duas ou três gerações de uma família. É esse entendimento sobre a importância da proteção que precisamos ampliar”, concluiu o executivo.
FBS Comunicação
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