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05 Oct

Mudanças climáticas aceleram transformação do seguro e impulsionam produtos personalizados

21 de julho de 2026
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A recorrência de eventos climáticos extremos no Brasil vem acelerando uma transformação no mercado de seguros e ampliando a busca por modelos mais sofisticados de análise e proteção financeira. Um levantamento recente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontou que quase todos os municípios brasileiros já sofreram algum tipo de desastre ambiental nos últimos 13 anos. Essas ocorrências deixaram mais de 3 mil mortes no país e prejuízos econômicos que ultrapassaram R$732 bilhões no período.

O avanço desses eventos também amplia a discussão sobre prevenção e resiliência. Dados divulgados recentemente pela Confederação Nacional de Seguradoras (CNseg) mostram que, entre 2019 e 2024, o Brasil gastou quase dez vezes mais com resposta e reconstrução após desastres climáticos do que com ações preventivas: foram R$ 23,3 bilhões destinados ao enfrentamento de emergências, contra R$ 2,4 bilhões investidos em prevenção e preparação.

Na BB Seguros, esse cenário vem acelerando o desenvolvimento de soluções apoiadas em sensoriamento remoto, modelos preditivos, leitura hiperlocal de dados climáticos e precificação dinâmica. A estratégia busca ampliar a capacidade de adaptação do seguro diante de um ambiente mais instável, especialmente em um país continental e de alta diversidade como o Brasil.

O seguro sempre trabalhou com risco, mas o que muda agora é a velocidade das transformações e o aumento da imprevisibilidade. Atualmente, não existe mais um produto padronizado capaz de atender diferentes realidades da mesma forma. O risco passou a ser muito mais individualizado, exigindo modelos mais inteligentes, flexíveis e personalizados.

Segundo o Diretor Técnico da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, Juan Carlos Lanau, o avanço da tecnologia e da capacidade analítica vem permitindo uma leitura mais detalhada das condições climáticas, produtivas e operacionais de cada região e, em alguns casos, de áreas específicas dentro do mesmo município. O objetivo é tornar a relação entre risco, proteção e preço mais equilibrada e aderente à realidade de cada cliente.

“Hoje, a precificação já não funciona mais com modelos estáticos ou generalistas. A evolução do seguro passa pela personalização e pela capacidade de entender características específicas daquele contexto, daquele território e daquela operação. Em muitos casos, regiões próximas podem apresentar níveis de exposição completamente diferentes a enchentes, períodos de seca, incêndios, interrupções operacionais ou oscilações climáticas”, explica.

Esse movimento também amplia a relevância de modelos de subscrição dinâmica, capazes de incorporar novas variáveis climáticas, econômicas e operacionais ao longo do tempo. Além dos impactos diretos da seca, do excesso de chuvas e de outros eventos extremos, fatores como pressão sobre infraestrutura urbana, interrupções logísticas, oscilações econômicas e mudanças no comportamento climático das diferentes regiões do país passaram a influenciar cada vez mais a lógica de proteção financeira e análise de risco.

Na avaliação da BB Seguros, a combinação entre tecnologia, inteligência de dados e diversificação geográfica tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos como forma de fortalecer a resiliência do setor diante do avanço dos eventos extremos. Nesse contexto, a sustentabilidade do mercado de seguros passa também pela construção de modelos mais equilibrados e capazes de manter a proteção financeiramente viável no longo prazo, tanto para quem contrata quanto para quem opera o sistema, em um ambiente climático e econômico cada vez mais complexo.

FSB Comunicação

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