O auditório da Escola de Negócios e Seguros (ENS) em São Paulo (SP) foi palco, na última terça-feira, 26 de maio, do maior evento on-line do mercado de seguros brasileiro, o Conexão Futuro Seguro (CFS).
Organizado pela ENS, pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) e pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento dos Corretores de Seguros (IBDCOR), o CFS 2026 teve êxito absoluto, com 3,4 mil inscritos, audiência superior a 1,3 mil pessoas na internet e mais de 100 convidados presenciais, entre autoridades, lideranças, personalidades e jornalistas do setor.
Esta foi a sexta edição do encontro, que apresentou muitas novidades e vantagens para os participantes, debates de alto nível, e marcou o lançamento do Plano Diretor para o Mercado da Intermediação de Seguros (PMDIS).
A abertura coube ao presidente da Fenacor, Armando Vergilio, que destacou a relevância do PMDIS, documento produzido pela Fenacor, ENS e IBDCOR, em parceria com o economista Claudio Contador, ex-diretor-geral da Escola.
Bússola para o corretor
Segundo Vergilio, o plano se tornará uma bússola para a atuação do corretor de seguros na próxima década. “Não é um simples projeto. O plano aponta desafios e indica as propostas para enfrentá-los”, afirmou.
Um dos direcionamentos do PDMIS é que, no futuro, até 40% dos ganhos do corretor de seguros virão de honorários pelas consultorias prestadas aos clientes.
O líder da Fenacor também alertou que o corretor de seguros que não se atualizar ficará refém da automação e, na prática, um simples intermediário. “Atualmente, 70% dos corretores de seguros têm curso superior, mas isso não basta. É preciso buscar a qualificação permanente. O corretor que continuar do mesmo jeito vai ficar para trás”, advertiu.
“Quatro forças”
Projetando um novo cenário para o mercado de seguros, Vergilio elencou o que chamou de “as quatro forças” que podem caracterizar esse ambiente.
A Inteligência Artificial (IA) se destaca nessa relação, por já estar sendo amplamente utilizada em situações de rotina do setor, como, por exemplo, cotações e atendimento por Wathsapp.
Nesse contexto, a IA não representa, segundo o executivo, uma ameaça para o corretor, mas se torna “um facilitador que libera o corretor para fazer o que somente o humano consegue fazer”, ressaltou.
Outra força relevante é o “novo consumidor”, que deseja ter tudo nas mãos, pronto para uso, a qualquer momento, no celular. “Na hora do sinistro, o novo consumidor quer empatia, o que o digital não resolve. É preciso um humano para acolher”, comentou.
A terceira força desse cenário é o mercado que surge a partir das novas legislações. A proteção patrimonial mutualista é um dos protagonistas desse movimento, sendo legalmente um concorrente expressivo no ramo de Seguro de Automóveis. “Mas, os corretores de seguros também podem e devem predominar nesse segmento, pois não competem com preços, mas na consultoria oferecida aos clientes para prover soluções mais adequadas”, salientou.
Por fim, Vergilio apontou um pilar estratégico e fundamental para o corretor, a continuada qualificação profissional, que possibilitará a diversificação da carteira de negócios e a mudança de perfil de atuação, deixando de ser um intermediário e assumindo a função de consultor estratégico.
Comunicação ENS
Foto: Armando Vergilio, presidente da Fenacor
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