O movimento Maio Amarelo, voltado à conscientização para a redução de sinistros de trânsito, ganha relevância em 2026 em um cenário de aumento de acidentes graves e pressão crescente sobre os custos da mobilidade no país. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que, apenas no primeiro bimestre deste ano, as indenizações do seguro automóvel somaram R$ 6 bilhões, alta de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025.
No consolidado do ano passado, o segmento registrou R$ 35,6 bilhões em indenizações pagas, refletindo tanto a frequência de ocorrências quanto o aumento do custo médio dos sinistros no Brasil. O volume reforça o papel do seguro como instrumento de proteção financeira em um ambiente de risco ampliado.
O cenário de 2026 ajuda a dimensionar esse contexto. Durante o Carnaval – um dos períodos de maior fluxo nas rodovias brasileiras – o país registrou o feriado mais letal da última década. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram contabilizadas 130 mortes entre os dias 13 e 18 de fevereiro, aumento de 52,9% em comparação com as 85 mortes registradas no mesmo período de 2025.
Criado em 2014 e inspirado em diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ação pela Segurança no Trânsito, o Maio Amarelo mobiliza poder público, iniciativa privada e sociedade civil em torno da redução de acidentes e da promoção de comportamentos mais seguros nas vias. A campanha chama atenção para fatores de risco como excesso de velocidade, distração ao volante e desrespeito às leis de trânsito.
Nesse contexto, o presidente da Comissão de Auto da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Jaime Soares, destaca que o seguro automóvel exerce papel importante não apenas na proteção patrimonial, mas também na redução dos impactos financeiros decorrentes de acidentes. “Além de cobrir danos por colisão, roubo, furto, incêndio e eventos naturais, como alagamentos, o seguro ajuda famílias e empresas a enfrentar custos que podem comprometer seriamente o orçamento, inclusive em ocorrências de menor gravidade”, afirma.
Com o aumento da complexidade dos sinistros – impulsionado tanto por fatores comportamentais quanto por eventos climáticos e pela maior circulação de veículos – o seguro passa a ocupar posição cada vez mais estratégica na resiliência financeira de motoristas e empresas.
Ao associar prevenção e proteção financeira, o Maio Amarelo amplia o debate sobre segurança viária, evidenciando que a redução de acidentes depende tanto da mudança de comportamento quanto da adoção de mecanismos capazes de minimizar os impactos dos imprevistos no trânsito.
Assessoria de Imprensa CNseg
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