De acordo com o último relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi sobre o primeiro trimestre de 2026, a arrecadação dos planos de previdência privada aberta somou R$ 41,3 bilhões, uma queda de 8% em relação ao mesmo período de 2025.
Os resgates caíram 10,2%, totalizando R$ 35,1 bilhões no início de 2026. Assim, a captação líquida, que é resultado dos aportes subtraídos das retiradas, terminou o trimestre em R$ 6,2 bilhões ou alta de 7,3% na mesma base de comparação.
Em março, considerando apenas a leitura mensal, esses planos administravam mais de R$ 1,8 trilhão em ativos, o que representa, aproximadamente, 14% do PIB do Brasil. Esse montante apresenta uma evolução de 13% quando comparado ao mesmo mês de 2025.
Segundo Edson Franco, presidente da Fenaprevi, apesar da queda nos prêmios e contribuições dos planos do tipo VGBL, a captação líquida do setor no trimestre foi positiva por conta da redução no volume de resgates neste início do ano. Ele complementa dizendo que as expectativas para o restante do ano são de retração na arrecadação.
“Isso ocorre em função da cobrança do IOF, que comprovadamente configurou um desincentivo ao comportamento previdente dos brasileiros. Em vez de estimular a poupança para a longevidade, a medida direcionou o dinheiro para o consumo ou para aplicações de curto prazo, lembrando que a previdência privada (especialmente o VGBL) é o principal financiador da Dívida Pública Mobiliária Federal”.
Preocupação com o futuro
No relatório também foi demonstrado que 11,2 milhões de pessoas possuem pelo menos um plano de previdência privada aberta no Brasil. Ainda em março de 2026, eram 13,6 milhões desses planos dos quais 79% eram da modalidade individual, ou seja, quando a preocupação na contratação parte de uma pessoa.
VGBL: preferido dos planos e campeão de aportes
No primeiro trimestre de 2026 foram aportados nos planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) R$ 37,6 bilhões, distribuídos em 8,6 milhões de planos. Já outros 3,2 milhões do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) receberam 8% dos total de prêmios e contribuições do período. Ainda cerca de 1,5% da captação bruta se refere a 1,9 milhão de planos do tipo Tradicional (divididos em Tradicionais de risco, Acumulação e FAPI).
FSB Comunicação
Foto: Edson Franco, presidente da Fenaprevi
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