00:00:00
06 May

Empresas perdem dinheiro no transporte de cargas por erro no seguro

5 de maio de 2026
94 Visualizações

Empresas continuam perdendo milhões no transporte de cargas no Brasil por um erro básico, e alarmantemente comum: não entender quem é responsável pelo seguro da mercadoria.

A consequência é direta: cargas circulam diariamente com uma falsa sensação de proteção. E o prejuízo logístico só aparece quando já é tarde demais no momento do sinistro. O problema vai além do roubo de carga, que segue em alta no país. Só em 2024, foram mais de 10 mil ocorrências, com perdas estimadas em R$ 1,2 bilhão. Mas especialistas alertam que uma parte relevante desse prejuízo logístico não vem da criminalidade, e sim de falhas internas, especialmente na responsabilidade contratual e na gestão de risco logístico.

O erro mais comum, e mais caro, é acreditar que o seguro da transportadora protege totalmente a carga. Não protege. Responsável por cerca de 60% da movimentação logística nacional, segundo a Confederação Nacional do Transporte, o transporte rodoviário concentra riscos que vão muito além de acidentes. Ainda assim, muitas empresas operam sem clareza sobre suas coberturas e só descobrem a limitação no pior momento possível: quando o sinistro já aconteceu e o prejuízo está consolidado.

O ponto central da falha está na confusão entre responsabilidade e proteção da carga. O seguro da transportadora cobre danos em casos de acidentes, mas não garante a proteção total da mercadoria. Riscos comuns no Brasil, como roubo de carga, extravio e avarias operacionais, frequentemente ficam fora da cobertura, e é exatamente aí que nascem os maiores prejuízos logísticos.

De acordo com João Paulo Barbosa, especialista em gestão de risco e sócio-diretor da Mundo Seguro, a falta de clareza entre transportadoras e embarcadores segue gerando perdas evitáveis. “Cada parte tem um papel distinto, que define diretamente o tipo de seguro necessário. Quando isso não está bem estruturado, o impacto aparece no momento do sinistro”, afirma.

No Brasil, a transportadora é obrigada a contratar o seguro de responsabilidade civil (RCTR-C), que cobre danos à carga em casos de acidentes, como colisões e tombamentos. A proteção, porém, é limitada e não inclui riscos críticos como roubo de carga, extravio ou falhas operacionais, justamente os mais recorrentes na prática.

Já o seguro contratado pelo embarcador amplia a cobertura e protege diretamente o valor da mercadoria, sendo essencial para uma gestão de risco logístico eficiente,  especialmente em operações mais complexas, como transporte multimodal e comércio exterior. “Quando o embarcador assume o controle do seguro, ele reduz a exposição financeira e evita depender de coberturas restritas”, explica o especialista.

Na prática,  João explica que  a falta de alinhamento na responsabilidade contratual cria um cenário perigoso: lacunas de cobertura, custos duplicados e disputas judiciais. Problemas que raramente aparecem na negociação, mas se tornam inevitáveis depois do sinistro.

Em um cenário de alta incidência de roubo de carga e margens cada vez mais pressionadas, tratar o seguro como uma formalidade operacional é um erro que custa caro. “A definição clara da responsabilidade contratual e a estruturação adequada das apólices são decisivas para conter o prejuízo logístico e evitar perdas recorrentes no setor”, conclui João Paulo.

Publika.aí Comunicação

You may be interested

Sompo inicia primeiro projeto do Digital Lab no Brasil
Sompo
122 Vizualizações1
Sompo
122 Vizualizações1

Sompo inicia primeiro projeto do Digital Lab no Brasil

Publicação - 5 de maio de 2026

A Sompo, subsidiária da empresa responsável pelas operações de seguro e resseguro do Grupo Sompo Holdings fora do Japão, deu início ao primeiro projeto da Sompo Digital…

Conduta Plus avança em seu plano de crescimento
Interesse Mercado
110 Vizualizações
Interesse Mercado
110 Vizualizações

Conduta Plus avança em seu plano de crescimento

Publicação - 5 de maio de 2026

A Conduta Plus Consultoria em Seguros anuncia a chegada de Leandro Nicésio como novo Superintendente Comercial, movimento que reforça a estratégia de expansão da empresa e acompanha…

Último dia para inscrição no ENCONSEG
Sincor RJ
101 Vizualizações1
Sincor RJ
101 Vizualizações1

Último dia para inscrição no ENCONSEG

Publicação - 5 de maio de 2026

A diretoria do Sincor-RJ informa que termina nesta 4ª feira (06 de maio) o prazo para inscrição na edição 2026 do ENCONSEG - Encontro de Corretores de…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin