Cuidado e responsabilidade. Segurança e sensibilidade. Resiliência e visão de longo prazo. Essas são qualidades comumente atribuídas ao olhar feminino de gerir a casa e os negócios. Cada vez mais protagonistas de suas próprias histórias, as mulheres avançam em territórios antes dominados por homens, ressignificam papéis e constroem um novo modo de impulsionar o mundo.
Os números ajudam a dimensionar essa transformação cultural e social. Levantamentos recentes, como o realizado pela FGV (Faculdade Getúlio Vargas), demonstram que mais da metade das famílias são chefiadas por mulheres, o que equivale a mais de 41 milhões de domicílios. Em 2012, apenas 35% das mulheres se autodeclaravam chefes da família. O estudo traz também o dado de que houve um aumento da independência financeira da mulher, mas também um maior número de mulheres que não têm a quem delegar essa tarefa.
No ambiente de negócios, o protagonismo também alcançou patamares históricos entre 2024 e 2025. Hoje, mais de 10 milhões de mulheres lideram seus próprios empreendimentos no país, representando cerca de 34% do total de empreendedores. O dado não traduz apenas crescimento quantitativo, mas uma mudança estrutural. Mulheres deixaram de ser coadjuvantes no empreendedorismo para se consolidarem como força motriz da inovação, da geração de renda e da movimentação econômica.
Essa presença imprime características próprias à gestão, tanto da casa quanto dos negócios. Estudos e experiências de mercado indicam que lideranças femininas tendem a valorizar ambientes mais colaborativos, decisões mais ponderadas e relações sustentadas por confiança. Há foco no cuidado, empatia, escuta ativa e inteligência emocional. Ao mesmo tempo, a visão de longo prazo ganha centralidade. Estabilidade, sustentabilidade e perenidade costumam prevalecer sobre ganhos imediatos.
Não se trata de estabelecer padrões absolutos, mas de reconhecer que a vivência acumulada por mulheres, especialmente aquelas que conciliam múltiplas responsabilidades, influencia a forma como planejam riscos, organizam recursos e projetam o futuro. Resiliência e capacidade de adaptação não são conceitos abstratos; são competências desenvolvidas na prática diária.
Diante desse cenário, empresas que desenvolvem produtos e serviços precisam compreender com clareza para quem estão falando. Na maior parte dos lares brasileiros, são as mulheres que decidem o que é gasto e o que é investimento. São elas que ponderam segurança, retorno e impacto no orçamento. São também as responsáveis por transmitir valores financeiros às próximas gerações, moldando hábitos, cultura e comportamento de consumo.
Entender o papel da mulher no planejamento familiar e empresarial não é apenas reconhecer um avanço social, mas compreender uma mudança estrutural na dinâmica econômica do país. Quem deseja dialogar com o presente precisa levar em conta quem está tomando as decisões.
FSB Comunicação
Por Tatiene Rokkaku é Superintendente Executiva de Produtos Vida da Brasilseg
You may be interested

AIDA e IAP realizam o “VIII Simpósio de Processo Civil e Seguro”
Publicação - 13 de maio de 2026A seção Brasil da AIDA - Associação Internacional de Direito de Seguro – e o Instituto dos Advogados do Paraná irão realizar, dia 19 de maio (terça-feira),…

Bradesco Seguros divulga Relatório Integrado de Sustentabilidade
Publicação - 13 de maio de 2026O Grupo Bradesco Seguros apresenta seu Relatório Integrado de Sustentabilidade 2025, que consolida as principais ações, indicadores e resultados relacionados à incorporação de critérios ambientais, sociais e…

Dia Continental do Seguro: proteger patrimônios e preservar futuros
Publicação - 13 de maio de 2026O seguro costuma ser lembrado apenas nos momentos de dificuldade. Após um acidente, uma enchente, um incêndio, um roubo ou qualquer situação inesperada que gera prejuízo, ele…
Mais desta categoria

Allianz reúne colaboradores e executivos para promover cultura voltada ao bem-estar
Publicação - 13 de maio de 2026











