Em um ano marcado por maior pressão econômica sobre as empresas, o Seguro de Crédito ganhou protagonismo no Rio Grande do Sul como instrumento de proteção financeira. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontam que o pagamento de indenizações no estado cresceu 54,1 % em 2025, em comparação com 2024, alcançando R$ 196,05 milhões, segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras.
A arrecadação do produto também apresentou desempenho positivo no estado, com alta de 29,7%, totalizando R$ 154,96 milhões no período. Os dados refletem o aumento da demanda por mecanismos de proteção diante de um ambiente mais restritivo de crédito e maior risco de inadimplência.
“O desempenho do Seguro de Crédito no Rio Grande do Sul reflete um cenário econômico mais pressionado, que atingiu empresas de diversos setores, com destaque para produtores rurais e cadeias ligadas ao agronegócio, entre os que mais acionaram o seguro. Ao proteger fornecedores, preservar o fluxo de caixa e dar previsibilidade às relações comerciais, o produto contribui para a continuidade dos negócios e para a resiliência da economia gaúcha, mesmo em períodos de maior incerteza”, afirma Márcio Vieira, integrante da Comissão de Crédito e Garantia da FenSeg.
De acordo com o Glossário do Seguro da CNseg, o Seguro de Crédito oferece cobertura contra riscos como inadimplência, insolvência (recuperação judicial ou falência) e risco político decorrentes das vendas a crédito realizadas por fornecedores, seja de serviços ou de mercadorias para sua carteira de clientes, residentes no Brasil ou no exterior.
Ao reduzir a exposição das empresas a choques financeiros e aumentar a previsibilidade das relações comerciais, o Seguro de Crédito contribui para a preservação de empregos, a continuidade das atividades produtivas e a sustentação da economia regional, especialmente em momentos de maior instabilidade econômica.
Além disso, o seguro reduz a necessidade de contragarantias exigidas de fornecedores e pode contribuir para a diminuição do custo do crédito. Isso ocorre porque a inadimplência é um dos fatores que compõem o spread bancário — a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada do cliente final. Ao mitigar esse risco por meio do Seguro de Crédito, as operações se tornam mais seguras, o que pode se refletir em melhores condições de financiamento.
“As seguradoras de crédito funcionam como importantes mitigadoras do risco de inadimplência ou insolvência. Quando esses eventos ocorrem, as indenizações são pagas de forma previsível, fortalecendo o fluxo de caixa dos fornecedores. Esse mesmo benefício se estende às instituições financeiras, que podem reduzir provisões e aprimorar a classificação de risco de suas carteiras, considerando o rating de grau de investimento das seguradoras”, explica o porta-voz da FenSeg.
Assessoria de Imprensa CNseg
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