00:00:00
25 Feb

Como escolher o melhor plano de previdência

14 de janeiro de 2026
339 Visualizações

Escolher um plano de previdência privada é mais do que se preparar para a aposentadoria. É uma forma de cuidar do presente com responsabilidade e construir um futuro com mais liberdade, segurança e realizações. Esse investimento deixou de ser apenas uma solução financeira para se tornar uma ferramenta capaz de viabilizar sonhos, ampliar escolhas e garantir autonomia ao longo da vida.

O planejamento começa com o entendimento do próprio perfil. A análise leva em conta fatores como idade, renda, objetivo da constituição da reserva, tolerância ao risco e horizonte de investimento. Com base nessas informações, é possível desenhar uma estratégia sob medida, que contempla desde a composição da carteira até a futura escolha do regime tributário, sempre respeitando a realidade de cada pessoa.

O primeiro passo é estabelecer o propósito do plano. “Embora seja amplamente usada para fins de aposentadoria, a previdência privada é um instrumento extremamente versátil que pode ser direcionado para outras metas e objetivos, como a realização de um curso superior ou intercâmbio, a aquisição de um bem, a abertura de um negócio ou planejamento sucessório”, explica Rafael Barroso, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência.

Em seguida, vem a escolha da modalidade, entre PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). No PGBL, é possível deduzir da base de cálculo do IR as contribuições feitas ao plano até o limite de 12% da renda bruta anual tributável. Já no VGBL, o imposto incide apenas sobre o rendimento e no momento do resgate, sendo uma opção mais indicada para quem é isento ou faz a declaração no modelo simplificado.

“No que diz respeito ao grau de risco do investimento, perfis conservadores costumam optar por planos menos expostos à volatilidade e maior concentração em produtos de renda fixa, buscando mais estabilidade e previsibilidade. Já os moderados equilibram segurança com uma parcela um pouco maior de risco, enquanto os arrojados, geralmente mais focados em renda variável e multimercados, aceitam oscilações maiores em troca de um potencial de rentabilidade mais elevado no longo prazo”, destaca Barroso.

Com relação ao regime tributário, há duas opções: progressivo e regressivo. No regime progressivo, a alíquota segue a tabela tradicional do Imposto de Renda das Pessoas Físicas, mas pode ser compensada, parcial ou integralmente, na Declaração de Ajuste Anual. Havendo resgate, são deduzidos 15% na fonte. No regressivo, o IR é descontado exclusivamente na fonte, não podendo integrar a renda bruta tributável, nem ser levado a ajuste na declaração anual. Em contrapartida, a alíquota diminui à medida que o prazo da aplicação aumenta, caindo de 35% para 10% a partir do décimo primeiro ano.

“Vale lembrar que a Lei 14.803, de janeiro de 2024, flexibilizou a escolha entre os dois regimes, permitindo que a opção seja exercida somente no momento do primeiro resgate ou do recebimento do benefício, e não mais no ato da adesão ao plano, como anteriormente. Dessa forma, o participante pode tomar uma decisão mais consciente e alinhada ao seu momento de vida e aos seus objetivos futuros”, esclarece o executivo.

Barroso cita, ainda, dois pontos importantes na contratação e manutenção de um plano de previdência. “O primeiro é a taxa de administração. Não tome sua decisão baseado apenas nela, pois muitas vezes um fundo com taxa maior, porém mais sofisticado e com gestão ativa, tende a apresentar melhor performance do que outro com taxa inferior. O segundo cuidado é revisar suas metas com alguma frequência, para avaliar se o plano contratado ainda faz sentido para o seu contexto de vida. Vale lembrar que a previdência privada possibilita ao participante alterar sua estratégia de investimento a qualquer momento, por meio da portabilidade, sem necessidade de resgatar a reserva, o que evita a incidência de tributação”.

Edelman

Foto: Rafael Barroso, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência

You may be interested

IA já é realidade no mercado segurador, mas impacto financeiro ainda é incremental
CNseg
82 Vizualizações
CNseg
82 Vizualizações

IA já é realidade no mercado segurador, mas impacto financeiro ainda é incremental

Publicação - 24 de fevereiro de 2026

A inteligência artificial deixou de ser aposta futura e passou a integrar a engrenagem operacional do mercado segurador brasileiro. Segundo a pesquisa Inteligência Artificial e o Setor de…

Generali lança exposição “101 Anos. 101 Mulheres – Elas transformam caminhos”
Generali Brasil
88 Vizualizações
Generali Brasil
88 Vizualizações

Generali lança exposição “101 Anos. 101 Mulheres – Elas transformam caminhos”

Publicação - 24 de fevereiro de 2026

Em celebração de seu centenário, a Generali Brasil realizou uma série de atividades especiais ao longo de 2025: iluminou o Cristo Redentor, criou um espaço de memória…

Tokio Marine anuncia patrocínio ao 59º Festival Folclórico de Parintins
Tokio Marine Seguradora
85 Vizualizações
Tokio Marine Seguradora
85 Vizualizações

Tokio Marine anuncia patrocínio ao 59º Festival Folclórico de Parintins

Publicação - 24 de fevereiro de 2026

A Tokio Marine Seguradora é a nova patrocinadora oficial do 59º Festival Folclórico de Parintins, que acontece nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2026,…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin