O IPSA + IPSM – Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto de novembro, desenvolvido pela TEx – parte da Serasa Experian, registrou em novembro um distanciamento ainda mais claro entre os dois segmentos. O IPSA caiu para 4,8%, menor nível de toda a série recente, enquanto o IPSM encerrou o mês em 9,4%, segundo menor valor dos últimos 12 meses. O comportamento reforça como variáveis como localização, idade do veículo, valor FIPE, tipo de combustível, perfil demográfico e modalidade de contratação influenciam diretamente o preço do seguro.
IPSA recua e atinge o menor nível da série, já IPSM segue acima de 9%
Entre novembro de 2024 e novembro de 2025, o seguro auto passou de 5,3% para 4,8%, consolidando uma trajetória de queda gradual ao longo do ano, após o pico de 5,5% registrado em janeiro. Já o seguro de moto manteve-se em 9,4% no mesmo período, permanecendo acima de 9% durante todo o ano, depois de atingir 10,1% em julho.
Segundo Emir Zanatto, Head de Seguros da Serasa Consumidor, o mercado opera em duas velocidades. “O seguro de automóvel mostra acomodação, queda gradual e maior previsibilidade ao longo do ano. Já o seguro de moto segue pressionado, com maior volatilidade e desafios estruturais ligados ao risco, o que exige atenção permanente de seguradoras e corretores.”
Seguro novo segue sendo o mais caro
O tipo de contratação voltou a influenciar diretamente o custo. Em novembro, o seguro novo manteve os maiores índices tanto no IPSA quanto no IPSM, enquanto as renovações, com a mesma corretora ou com outra, apresentaram valores menores, reforçando a importância do histórico do cliente e da relação de longo prazo na formação do preço do seguro.
Perfil do segurado mostra diferenças entre gênero, estado civil e idade
O estudo indica que, no seguro auto, o índice masculino ficou em 4,9%, enquanto o feminino recuou para 4,6%. No seguro de moto, os homens encerraram o mês em 9,5%, enquanto as mulheres ficaram em 9,1%. Entre solteiros, os maiores índices permaneceram: 6,1% (auto) e 11,0% (moto) entre homens; 5,7% (auto) e 10,0% (moto) entre mulheres.
A faixa etária reforça essa diferença. Motoristas de 18 a 25 anos registraram os maiores valores, com 9,1% no seguro auto e índices acima de 15% no seguro de moto. Entre condutores com 56 anos ou mais, o índice ficou em 3,9% no IPSA, ampliando a distância entre os extremos.
A análise por gerações manteve o padrão tradicional: a Geração Z apresentou os maiores índices, enquanto os Baby Boomers registraram os menores, com estabilidade na hierarquia entre faixas demográficas ao longo do ano.
Localização continua sendo um dos fatores mais determinantes
A região metropolitana do Rio de Janeiro registrou os maiores índices do país, com 6,5% para automóveis e 13,4% para motos. Belém apresentou os menores valores, com 3,1% no seguro auto e 6,1% no seguro de moto. Isso significa que o seguro de carro no Rio custou mais que o dobro do valor registrado em Belém, enquanto o seguro de moto foi 120% superior.
Idade, valor e combustível do veículo influenciam o comportamento do índice
Veículos mais antigos seguem com os maiores valores proporcionais de seguro. Em novembro, carros entre 6 e 10 anos registraram 6,7% no IPSA, enquanto veículos zero km apresentaram o menor valor, com 3,0%, representando uma diferença superior a 120% entre os extremos.
No recorte por valor FIPE, o grupo entre R$ 31 mil e R$ 50 mil manteve o maior índice, enquanto veículos acima de R$ 150 mil recuaram para 2,8%, o menor nível da série.
O tipo de combustível também influencia o preço. Entre veículos com até dois anos, os elétricos apresentaram o índice mais alto, enquanto os híbridos mantiveram os menores valores. A gasolina segue predominante, representando mais de 85% da frota segurada analisada.
Veículos mais cotados reforçam padrões de mercado
No ranking geral de automóveis mais cotados no mês, segundo dados da TEx, o Chevrolet Onix liderou, seguido por Hyundai HB20, Jeep Renegade, Nissan Kicks e Volkswagen T-Cross. Entre os híbridos, o BYD Song manteve a liderança, enquanto nos elétricos o BYD Dolphin concentrou a maior participação.
Mercado em duas velocidades
O IPSA + IPSM de novembro reflete, de forma clara, um mercado que se move em ritmos distintos. O seguro de automóvel avança em seu ciclo de queda e maior previsibilidade, enquanto o seguro de moto permanece concentrado em um patamar elevado, mais volátil e persistente.
Os recortes demográficos, comportamentais, regionais e de contratação reforçam que perfis de risco continuam sendo determinantes na formação dos preços, gerando comportamentos opostos entre os dois segmentos.
Acesse o estudo completo
O relatório IPSA + IPSM de novembro de 2025 está disponível para consulta e download gratuitamente.
MBC Comunica
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