Nos últimos doze meses, as pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras viram disparar o número de ataques cibernéticos — revelando o quanto estão vulneráveis a hackers, especialmente em momentos de maior movimento, como Natal, Black Friday, Dia dos Pais e Dia das Mães. De acordo com o “Annual Threat Report 2025” da N-able, o volume de incidentes registrado saltou de 48,7 mil em junho de 2024 para impressionantes 13,3 milhões em junho de 2025 — um crescimento de 273 vezes em apenas um ano.
Os ataques cibernéticos a PMEs se tornaram uma epidemia silenciosa que está devastando negócios em todo o país. Segundo dados da Kaspersky, aproximadamente 1.379 tentativas de invasão ocorrem por minuto no Brasil. Estima-se que 73% das PMEs brasileiras já foram vítimas de algum tipo de ataque cibernético nos últimos dois anos, com prejuízos que variaram de R$ 100 mil a R$ 6 milhões por incidente. Esse salto dramático coloca as PMEs na linha de frente de uma onda global de ataques: 88% das violações confirmadas envolvem ransomware ou extorsão de dados. Muitas acabam “sequestradas”: sites fora do ar, dados criptografados e sistemas paralisados — e, na maioria dos casos, criminosos exigem resgate para devolver o acesso.
Segundo Rodrigo da Rocha Santos, Gerente de Subscrição de Linhas Financeiras e Cyber, da Kovr Seguradora, o risco se intensifica em datas de alto fluxo de vendas. “Imagine uma loja online de roupas, calçados ou eletrônicos que, na Black Friday ou no Natal, recebe centenas de pedidos por hora: a sobrecarga, o volume de transações e a pressa por entregar rapidamente criam o terreno perfeito para que criminosos ‘infiltrados’ explorem vulnerabilidades — seja para desviar pagamentos, clonar páginas ou implantar malware. Muitos empreendedores só percebem quando já é tarde demais, e os danos financeiros e reputacionais podem ser irreparáveis”, ressalta.
A Kovr Seguradora, que já atua em diferentes linhas de responsabilidade civil, expandiu recentemente sua carteira com um seguro cibernético especialmente criado para pequenas e médias empresas — um público historicamente negligenciado em um mercado que priorizava grandes corporações. Em parceria com a Telefónica Seguros, a empresa trouxe ao Brasil um modelo europeu simplificado e acessível, lançado em versão soft em abril, e cujas primeiras apólices começaram a ser comercializadas há cerca de um mês. O seguro cobre prejuízos causados por invasões, chantagens digitais, paralisação de sistemas, fraude por desvio de pagamentos e até vazamento de dados de clientes. Além disso, oferece resposta imediata a incidentes 24h/7 via central 0800, que aciona especialistas para confirmar o ataque, orientar o empresário e iniciar a varredura técnica.
A contratação também foi desburocratizada: basta informar ramo de atuação, faturamento e histórico de ataques. Os preços foram pensados para democratizar o acesso: a apólice mais básica custa cerca de R$ 2.500 ao ano (parcelável em cinco vezes), com limite mínimo de R$ 600 mil — enquanto proteções mais robustas, com limite de até R$ 6 milhões, chegam a R$ 40 mil anuais. O produto atende empresas com faturamento anual de até R$ 150 milhões e inclui cobertura tanto para danos ao próprio segurado quanto a terceiros — algo ainda raro no mercado brasileiro.
Outro risco crescente é a fraude que atinge diretamente o consumidor final: golpes em que usuários acreditam estar comprando de uma loja legítima, mas acabam pagando para contas controladas por criminosos. Em muitos casos, os invasores exploram o impulso de compra típico de datas promocionais, quando o volume de acessos e transações dispara e as chances de detecção ficam reduzidas. Nessas situações, as PMEs perdem credibilidade, e os clientes, dinheiro. O seguro cyber da Kovr Seguradora também cobre o prejuízo tanto do segurado quanto de terceiros nesses casos.
O executivo da Kovr reforça que o risco para PMEs é significativamente maior do que para grandes empresas, já que os criminosos encontram menos barreiras técnicas e exigem menor especialização para invadir sistemas menores. Segundo ele, “60% das empresas que sofrem um ataque cibernético encerram suas atividades poucos meses depois. Nosso objetivo é facilitar o acesso das PMEs ao seguro cyber, oferecendo proteção real, rápida e prática, sem a complexidade dos produtos tradicionais.” Entre os diferenciais do seguro, estão a ausência de franquia de tempo, o custo reduzido em comparação ao alto risco e a ampla cobertura, que engloba resposta a incidentes, responsabilidade por falhas de rede, interrupção de negócios, resgate de sites e fraude em transferência de fundos.
Broto Comunicação
You may be interested

Hero Seguros transforma experiência de mercado em negócio de R$ 390 milhões
Publicação - 27 de julho de 2026Quatro anos depois de realizar sua primeira venda, a Hero Seguros projeta encerrar 2026 com faturamento bruto de R$ 390 milhões e EBIT de R$ 40 milhões.…

Generali Brasil apoia o trabalho e o empreendedorismo 50+ no MaturiFest
Publicação - 27 de julho de 2026Com uma trajetória de 101 anos no mercado segurador brasileiro, a Generali Brasil anuncia seu apoio ao MaturiFest, principal festival dedicado ao empreendedorismo, à empregabilidade e à…

Presidente da Delphos vê futuro com otimismo
Publicação - 27 de julho de 2026As perspectivas são positivas para as empresas que conseguirem unir especialização, escala e tecnologia aplicada ao negócio. A afirmação é do presidente da Delphos, Nélio Alvarez, segundo o…
Mais desta categoria

Dia do Agricultor: eventos climáticos reforçam a importância da gestão de riscos para garantir a continuidade da produção rural
Publicação - 27 de julho de 2026

Mapfre agiliza atendimento aos segurados após temporal atingir Ribeirão Preto
Publicação - 27 de julho de 2026









