O avanço dos veículos eletrificados no Brasil já começa a produzir impactos concretos também no mercado segurador. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, as vendas de carros eletrificados no Brasil bateram recordes históricos no primeiro semestre de 2026, com alta de 125% e mais de 215 mil unidades comercializadas. Nesse contexto, seguradoras, corretoras e empresas passam a lidar com novos desafios relacionados à precificação, reparação dos veículos, disponibilidade de peças e desenvolvimento de coberturas mais aderentes a essa nova realidade.
Segundo dados do Índice de Preço do Seguro de Automóvel (IPSA), desenvolvido pela TEx, veículos híbridos e elétricos já representam mais de 17,1% das cotações de seguro realizadas no país, participação que mais do que triplicou desde o início da série histórica, em novembro de 2024. Ao mesmo tempo, o crescimento das vendas de eletrificados vem batendo recordes sucessivos no mercado brasileiro.
Para a MDS Brasil, esse movimento representa uma mudança estrutural no mercado de seguros, que passa a incorporar novas variáveis na análise de risco e no atendimento aos clientes.
“A eletrificação da frota não altera apenas o perfil dos veículos segurados. Ela exige uma evolução na forma como o mercado avalia riscos, estrutura, coberturas e orienta os clientes. Aspectos como tecnologia embarcada, disponibilidade de peças, mão de obra especializada e custos de reparo passam a ter peso cada vez maior na contratação do seguro”, explica Rogério Lemes, Diretor Executivo de Parcerias da MDS Brasil.
Além das características próprias dos veículos, outro fator importante é o amadurecimento do mercado. À medida que cresce a presença de concessionárias, oficinas certificadas e centros especializados em reparação, a tendência é que o mercado ganhe maior previsibilidade, refletindo também na experiência do segurado.
Outro ponto de atenção é que muitos consumidores ainda acreditam que o seguro para veículos elétricos é necessariamente mais caro. Na prática, a precificação depende de diversos fatores, como perfil do motorista, região de circulação, valor do veículo, disponibilidade de peças e custos médios de reparação.
“O mercado vive um período de adaptação. Conforme aumenta a frota de veículos eletrificados e o histórico de utilização desses modelos, as seguradoras passam a ter uma base de dados mais robusta para precificar riscos de forma ainda mais eficiente”, acrescenta o executivo.
Para a MDS Brasil, a tendência é que a expansão dos veículos eletrificados impulsione também a evolução dos produtos oferecidos pelo setor, incorporando coberturas específicas e serviços voltados às novas necessidades desse perfil de consumidor.
FBS Comunicação
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