Com a aproximação das festas de Natal, Réveillon e diversas confraternizações corporativas, cresce a preocupação com a segurança e a proteção financeira das empresas que promovem esses eventos. Segundo o Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste (Sindsegnne), o final do ano é tradicionalmente um período de maior demanda por apólices específicas para shows, festas privadas, encontros empresariais e grandes celebrações públicas.
De acordo com Altevir Junior, representante do Sindsegnne, a contratação de seguro deixou de ser um diferencial e passou a ser parte essencial do planejamento de qualquer evento profissional, já que imprevistos podem gerar prejuízos significativos. Ele ressalta que danos materiais a equipamentos e estruturas, como palcos, iluminação, sistemas de som, geradores e tendas, estão entre os principais riscos.
“Outro risco relevante envolve acidentes com participantes, pois pisos molhados, quedas, aglomerações e intensa movimentação elevam as chances de incidentes que, além das consequências humanas, podem resultar em responsabilidades jurídicas para as empresas organizadoras. Somam-se a isso os riscos associados à oferta de alimentos, já que falhas na manipulação, armazenamento ou higiene podem levar à contaminação, provocando intoxicações e outros problemas de saúde que impactam diretamente a segurança do público e geram potenciais passivos legais”, aponta Altevir Junior.
O representante do Sindsegnne também destaca a possibilidade de cancelamento ou interrupção dos eventos, seja por condições climáticas adversas, falhas técnicas ou problemas relacionados a atrações contratadas, situações que geram prejuízos diretos e podem afetar a imagem dos organizadores.
“Nesse cenário, o seguro para eventos surge como um aliado fundamental. As apólices disponíveis no mercado incluem coberturas de responsabilidade civil, proteção contra danos materiais, roubo, além de seguros de acidentes pessoais para participantes e equipes de trabalho, desde o processo de montagem. Há ainda opções específicas para cancelamento ou adiamento, garantindo ressarcimento de despesas e maior segurança para quem investe na realização de festas de grande porte”, explica.
A contratação deve ser feita desde o início do planejamento, já que a festa começa ainda na concepção do projeto, e por isso o seguro deve estar presente já nas primeiras etapas, permitindo dimensionar riscos e ajustar as coberturas de acordo com o perfil do evento. “Proteger a estrutura e o público é, acima de tudo, proteger o investimento e a reputação da empresa, especialmente em uma época do ano marcada por alta demanda, intensa movimentação e expectativas elevadas do público”, finaliza.
VOZ Comunicação
Foto: Altevir Junior, representante do Sindsegnne
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