Cresceu o volume de notícias relacionadas a incêndios estruturais nas indústrias até agosto. É o que revela levantamento do Instituto Sprinkler Brasil, organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no País. Por meio do monitoramento diário de notícias de incêndios no Brasil, o Instituto conseguiu capturar 143 ocorrências de incêndios estruturais nas indústrias nos oito primeiros meses deste ano ante o mesmo período anterior, representando alta de 12,6%, quando foram registradas 127 notícias.
Os números também apresentaram uma ligeira queda em relação a 2023 (111 ocorrências) e leve alta em relação a 2022 (140 reportagens). “O crescimento dos incêndios em ambientes industriais é um alerta grave para a segurança ocupacional e a preservação ambiental. Diversas instalações operam sob condições de risco elevado, com presença de substâncias inflamáveis, falhas na manutenção de equipamentos, ausência de protocolos eficazes e treinamento insuficiente dos colaboradores. Esses fatores, somados à negligência de gestores que tratam a prevenção contra incêndios como mera formalidade legal, resultam em tragédias evitáveis e perdas financeiras expressivas. É urgente que a cultura de segurança seja incorporada como valor essencial, e não como obrigação burocrática”, relata Marcelo Lima, consultor do ISB.
As ocorrências contabilizadas são chamadas de “incêndios estruturais”, ou seja, aquelas que poderiam ter sido contornadas com a instalação de sprinklers e ocorreram em depósitos, hospitais, hotéis, escolas, prédios públicos, museus, entre outros. O ISB não inclui nas estatísticas os incêndios residenciais, que apesar de também serem incêndios estruturais, não são objeto de acompanhamento porque a legislação de segurança contra incêndio não se aplica a residências unifamiliares, onde acontece o maior número de ocorrências.
A legislação de prevenção e combate a incêndios é estadual e está atualizada. A de São Paulo é uma das mais avançadas do País e serve de modelo para grande parte do Brasil. “A questão está em aplicá-la corretamente”, explica Marcelo Lima.
“Embora a legislação brasileira exija a instalação de sistemas de proteção contra incêndios, ainda há uma lacuna preocupante quanto à definição de padrões mínimos de desempenho e confiabilidade desses equipamentos. Com exceção dos extintores, que possuem exigência de certificação, muitos dispositivos são instalados apenas para cumprir formalidades legais, sem garantia de que funcionarão corretamente em situações críticas. O problema é que essa fragilidade só se revela quando é tarde demais — durante um incêndio real, quando vidas e patrimônios estão em risco. Além disso, a ausência de estatísticas oficiais sobre ocorrências de incêndios no país dificulta a elaboração de políticas públicas eficazes e a conscientização da sociedade. Sem dados concretos, é impossível dimensionar o problema ou propor soluções assertivas. É fundamental que os Corpos de Bombeiros Militares de todos os estados passem a divulgar essas informações de forma transparente e sistemática, permitindo que o setor avance com base em evidências reais e não apenas em estimativas”, conclui.
ConteúdoInk Comunicação
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