A Sou Segura nasceu para ampliar voz, abrir portas e sustentar a liderança feminina onde as decisões moldam a vida de milhões. Hoje, o país vive uma janela rara: a saída antecipada do ministro Luís Roberto Barroso abre uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e, com ela, a chance de corrigir um déficit histórico de representatividade: indicar uma mulher para o cargo.
O judiciário brasileiro precisa espelhar a sociedade que julga, mas infelizmente, esse reflexo não tem sido fiel. Em toda a história do STF, apenas três mulheres foram nomeadas: Ellen Gracie (2000), Cármen Lúcia (2006) e Rosa Weber (2011). Esses números não falam de escassez de talento mas sim de barreiras estruturais. Quando a corte mais alta do país não reflete minimamente a composição da população, a consequência é dupla: simbólica (quem “pode” estar lá) e material (como princípios constitucionais ganham sentido na vida real). E isso importa para a justiça que sentimos na pele. Tribunais mais diversos tendem a ser percebidos como mais legítimos, pois representam diferentes trajetórias e experiências de vida, gerando confiança pública. A pluralidade reduz “pontos cegos” e melhora a qualidade argumentativa dos votos e decisões. Questões de gênero, raça, trabalho, família, segurança, inovação e economia ganham densidade prática quando há variedade de lentes interpretativas.
Do setor público ao privado, os movimentos da sociedade civil apelam juntos para um caminho: indicar uma mulher ao STF é legitimidade democrática. A Sou Segura também adere a campanha e lança a #ElaNoSTF, defendendo, com base em dados e princípios constitucionais, que a próxima vaga do Supremo seja ocupada por uma mulher — e que a interseccionalidade seja critério explícito nessa escolha. Afinal, a afirmação de que “a liderança feminina precisa estar por toda a sociedade.” faz parte do nosso DNA. Acreditamos que a liderança feminina transforma não apenas empresas e carreiras, mas instituições.
Os argumentos contrários que aparecem nesta pauta, são:
“Critério é técnico.” Concordamos. E a técnica não é neutra: currículos são forjados em estruturas que favorecem determinados grupos. Corrigir assimetrias não contraria a técnica; qualifica o processo.
“Não há nomes.” Há, e muitos — professoras, desembargadoras, procuradoras, defensoras, pesquisadoras, gestoras públicas de alto nível. Somos capazes e somos muitas.
Como disse a Ellen Gracie em sua posse como presidente do CNJ e STF:
“Comigo estão todas as mulheres do Brasil, pois, muito embora os notáveis exemplos de capacidade, dedicação e bravura ao longo de nossa história, muito embora os extraordinários serviços prestados por essa metade da população brasileira, nenhuma de nós, na trajetória republicana, havia ocupado a chefia de um dos três poderes.”
A Sou Segura se soma, de forma respeitosa e propositiva, ao coro de vozes que pede uma mulher no STF. Caminhamos Rumo Ao Equal para meninas e jovens mulheres, especialmente negras, que verão no Supremo um destino possível — e desejável.
Como afirma Solange Guimarães, Diretora de Comunicação da Sou Segura, no nosso livro “Fala Mulher”:
“As posições de poder devem, urgentemente, serem ocupadas por mulheres para que seja desconstruída a lógica da opressão e um novo mecanismo de desenvolvimento social apareça.”
Assessoria de Imprensa Sou Segura
Foto: Cármen Lúcia – Ministra do Supremo Tribunal Federal do Brasil
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