00:00:00
19 Mar

Seminário na USP aborda o impacto da nova lei de seguros

12 de setembro de 2025
294 Visualizações

Para Dyogo Oliveira, o setor está pronto para a regulamentação da Lei 15.140/2024 a partir de dezembro deste ano.

“O seguro é um instrumento de equilíbrio dentro da sociedade e de garantia de continuidade do crescimento da qualidade de vida”, afirmou o presidente da Confederação nacional das Seguradoras (CNseg) ao defender a relevância da Nova Lei do Seguro, durante sua participação na abertura do Seminário Jurídico, na Faculdade de Direito da USP.

Seguro como bem superior e fator de desenvolvimento

O presidente da CNseg ressaltou que, sob a ótica econômica, o seguro é classificado como “bem superior”, cujo consumo cresce à medida que a renda da sociedade aumenta. Essa característica, segundo ele, reforça a ligação direta entre o avanço do setor de seguros e o desenvolvimento de uma sociedade moderna, igualitária e estável.

Exemplo do Rio Grande do Sul

Para ilustrar essa visão, Dyogo Oliveir citou as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024. Ele lembrou que propriedades agrícolas altamente produtivas se tornaram inviáveis após a perda da camada fértil do solo.

“As famílias que possuíam seguro conseguiram indenizações para reconstruir seu patrimônio, enquanto a maioria, sem proteção, enfrenta consequências permanentes”, afirmou.

Uma lei fruto do debate democrático

Ao comentar a nova Lei do Contrato de Seguro, destacou o caráter democrático de sua construção. O texto foi debatido minuciosamente, “linha por linha, palavra por palavra”, o que garantiu maior qualidade e legitimidade.

Para ele, essa discussão ampla representa um avanço em relação a processos legislativos mais apressados dos últimos anos.

A nova lei também se destaca por consolidar normas, decisões judiciais e regulamentações que antes estavam dispersas, muitas vezes trazendo contradições ou desatualizações. Essa condensação, observou, cria um marco mais claro e coeso para o setor.

Um manual jurídico para o seguro

Outro mérito citado da legislação é que ela reúne, em um só texto, todos os aspectos do negócio securitário, da aceitação da proposta à liquidação da indenização. O executivo apontou que isso transforma a lei em um verdadeiro manual jurídico, capaz de orientar práticas do mercado e, indiretamente, melhorar a comunicação com os consumidores e o relacionamento entre seguradoras e segurados.

Desafios de interpretação e adaptação operacional

O presidente da CNseg ponderou, no entanto, que cada nova lei passa por um período de interpretação e sedimentação das teses jurídicas, o que demanda tempo e traz oscilações. Nesse sentido, mencionou a contribuição do livro coordenado pela diretora Jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal, e pela professora de direito Angélica Carlini, que propõe interpretações artigo por artigo da nova legislação.

No campo prático, a lei amplia significativamente a troca de informações entre seguradoras e segurados. Essa exigência resultará em mudanças de contratos, formulários, questionários e processos de vistoria, além de demandar investimentos em tecnologia. Dyogo Oliveira alertou para o risco de interpretações e práticas heterogêneas, que poderiam gerar confusão, e ressaltou a importância de debates e eventos para harmonizar entendimentos.

Grandes riscos e resseguro

Entre os pontos sensíveis, citou a inclusão dos grandes riscos no escopo da lei, uma decisão que, segundo ele, diverge da prática de outros países e ainda exigirá regulamentação. A CNseg, disse, aguarda a abertura de consultas públicas pela Susep para tratar do tema.

Quanto ao resseguro, explicou que a definição de jurisdição pode gerar preocupações para resseguradoras internacionais, mas frisou que a maioria dos contratos já é firmada sob jurisdição brasileira, o que reduz o alcance prático da questão.

Setor preparado para a vigência da lei

Encerrando sua participação, o presidente da CNseg reforçou a importância de buscar uma interpretação homogênea e uma regulamentação clara para a nova lei, de modo a facilitar sua aplicação e reduzir eventuais dificuldades.

“O setor de seguros está tranquilo com a implementação da lei e plenamente pronto para sua entrada em vigor em dezembro”, concluiu.

Assessoria de Imprensa CNseg

You may be interested

Bradesco Seguros reforça cultura de aprendizagem
Bradesco Seguros
49 Vizualizações
Bradesco Seguros
49 Vizualizações

Bradesco Seguros reforça cultura de aprendizagem

Publicação - 19 de março de 2026

O Grupo Bradesco Seguros anuncia uma parceria inédita com a Único Skill para o lançamento de uma iniciativa voltada ao desenvolvimento de talentos. A ação contempla a…

Prevenção ao câncer do colo do útero exige informação
Interesse Público
57 Vizualizações
Interesse Público
57 Vizualizações

Prevenção ao câncer do colo do útero exige informação

Publicação - 19 de março de 2026

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização sobre a prevenção do câncer do colo do útero, uma das doenças que mais…

Zurich une integração de equipes com impacto social positivo
Zurich Seguros
107 Vizualizações
Zurich Seguros
107 Vizualizações

Zurich une integração de equipes com impacto social positivo

Publicação - 18 de março de 2026

Você sabia que 74% dos líderes afirmam que o trabalho em equipe e a colaboração são fundamentais para o sucesso organizacional, mas apenas 18% acreditam que suas…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin