O mercado de trabalho como conhecíamos há uma década mudou e disso ninguém tem a menor dúvida. Foi repaginado por nomes hoje populares, como Uber, Netflix, Spotify, Apple, Airbnb, Nubank, entre muitos outros. O que vivemos, atualmente, com a chamada Economia Colaborativa, é uma enxurrada de boas ideias, mundo afora. No entanto, nem todas elas encontram eco no mercado por falta de condições estruturais ou financeiras.
A maioria das grandes transformações tecnológicas começou com uma boa ideia e recursos limitados. Investir em startups é apostar em potencial, em talento e em soluções que muitas vezes nascem da escuta ativa das dores do mercado.
No setor de seguros, temos visto fintechs e insurtechs desenvolverem soluções baseadas em inteligência artificial, análise de dados em tempo real e jornadas digitais para o cliente. Tais mudanças não seriam possíveis sem apoio financeiro desde os primeiros passos.
Com essa transformação, novas formas de fazer negócio vão aparecendo. Logo, o papel do investidor que aporta recursos financeiros em jovens empresários com boas ideias se torna essencial para que essa roda continue girando.
De acordo com um levantamento do MIT Technology Review Brasil, em parceria com o Google Cloud, 41% das startups brasileiras não recebem nenhum tipo de investimento. Obter recursos financeiros foi a dificuldade mais citada pelos fundadores, com 38,46% das respostas.
Existem caminhos já conhecidos, como a Plataforma Sebrae Startups, que conecta cerca de 13 mil startups a investidores e corporações, além de projetos, como o Observatório e Capital Empreendedor, atuantes no apoio a empresas inovadoras. O Brasil tem se consolidado como o principal destino de investimentos em startups na América Latina. E isso se deve, em parte, à criatividade do nosso povo.
De acordo com a plataforma de inovação Distrito, startups brasileiras captaram US$ 1,46 bilhão em capital de risco desde o início de 2024, montante 9,5% maior em relação ao mesmo período de 2023. Dados como esses intensificam a aposta do Sebrae nas diferentes regiões brasileiras, conectando startups a corporações e investidores.
Costumo dizer que investir em projetos inovadores é, também, assumir um compromisso com o futuro. É estimular o empreendedorismo, fomentar a geração de empregos e acelerar a transformação digital em setores que ainda carecem de agilidade e personalização. O retorno financeiro é importante, claro, mas o impacto social e tecnológico que um investimento bem-feito pode gerar é o que de fato transforma o ecossistema.
Em um cenário econômico cada vez mais dinâmico e digital, o apoio a boas ideias não é apenas um diferencial competitivo – é uma necessidade da economia contemporânea. Quantas ideias teriam sido perdidas, afetando negativamente nossa sociedade e nosso mercado de trabalho, caso alguém não tivesse enxergado valor naquele projeto e colaborado com o seu desenvolvimento?
Assessoria de Imprensa OON Seguradora
*Por Wellington Almeida, sócio-investidor da OON Seguradora
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