A regulação é fundamental para o setor de seguros, que demanda um regulador forte, mas também atento à previsibilidade dos negócios. Essa foi a avaliação de Roberto Santos, presidente do conselho diretor da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), durante o painel “Aperfeiçoamento Regulatório e Competitividade do Mercado Brasileiro de Seguros”, realizado na Conseguro 2025.
No evento, foram discutidos os recentes avanços no marco legal do setor, como os impactos da Lei 14.770/2023, que autoriza o uso de títulos de capitalização como garantias públicas, e da LC 213/2025, que regulamenta as cooperativas de seguros. Os desafios regulatórios também estiveram no centro dos debates promovidos pela conferência, realizada nesta terça-feira (27), em São Paulo.
Os palestrantes ressaltaram que a regulação é essencial para garantir equilíbrio e permitir o crescimento sustentável do mercado. Para José Antonio Maia Piñeiro, executivo de negócios da BrasilCap, não existe uma separação entre regulador e mercado, mas sim visões complementares. Ele destacou a importância da previsibilidade e do diálogo. “Não existe mercado sólido sem uma estrutura regulatória madura”, afirmou.
Segundo Piñeiro, o equilíbrio é alcançado quando os principais atores se entendem e constroem um modelo regulatório que permita o desenvolvimento sustentável do setor. “O mercado precisa de previsibilidade e segurança para investir. Nada pior do que medidas abruptas e sem discussão prévia, que prejudicam a concorrência e impedem a oferta de melhores soluções ao consumidor”, completou.
Marcos Falcão, CEO do IRB(Re), também enfatizou a necessidade de uma relação equilibrada entre regulador e regulado, especialmente para empresas de capital aberto, que enfrentam um duplo regime regulatório e, consequentemente, custos operacionais mais elevados.
Carlos Queiroz, diretor de supervisão prudencial e de resseguros da Susep, observou que, desde 2019, houve amadurecimento nas regras do setor, mas ainda há muito a avançar em termos de análise de impacto regulatório. “É preciso que os reguladores voltem sua atenção para a análise dos atos regulatórios. Nem sempre a solução passa por novas normas; é preciso avaliar se a alternativa regulatória é, de fato, a melhor resposta ao problema”, ponderou.
Nesse contexto, Bruno Sobral, diretor executivo da FenaSaúde, destacou que a regulação deve focar na correção de falhas identificadas. Ele citou uma pesquisa recente que revela que apenas 18% das regulações feitas pelas agências contam com análise de impacto regulatório. No setor de saúde, o índice é ainda menor: apenas 7,7% dos atos são acompanhados dessa análise. “Precisamos insistir na importância dessas avaliações para garantir regulações mais eficientes e adequadas”, concluiu.
Assessoria de Imprensa CNseg
You may be interested

IturanMob permitirá medir a pegada de carbono dos carros da Porsch Cup Brasil
Publicação - 13 de julho de 2026Programa utilizará telemetria e dados reais para mensurar – e não estimar – as emissões da principal categoria monomarca do automobilismo brasileiro São Paulo, julho de 2026…

Presidente da Sou Segura participa do 15º Congresso Brasileiro de Atuária
Publicação - 13 de julho de 2026A presidente da Sou Segura – Associação das Mulheres do Mercado de Seguros, Camila Maximo, é palestrante confirmada do 15º Congresso Brasileiro de Atuária (CBA), no painel…

MAG incentiva estudantes de tecnologia na criação de soluções no Desafio Industrial do IMPA Tech
Publicação - 13 de julho de 2026Aplicar conhecimentos de matemática, ciência de dados, computação e inteligência artificial na solução de desafios reais do mercado foi a missão de estudantes do IMPA Tech na…
Mais desta categoria


Lojacorr Seguros atinge NPS de 82 pontos no primeiro semestre de 2026 e se mantém na Zona de Excelência
Publicação - 13 de julho de 2026
Crescimento das viagens nas férias impulsiona busca por seguro viagem e estimula a prevenção de imprevistos
Publicação - 13 de julho de 2026









