00:00:00
11 May

Proteção em tempos de mudanças climáticas

6 de maio de 2025
320 Visualizações

Os incêndios que atingiram Los Angeles, consumindo mansões, impressionaram o mundo. Mas, enquanto essa região sofria com as chamas, São Paulo enfrentava uma tempestade histórica. Logo no começo do ano, a capital paulista registrou a terceira maior chuva desde 1961, transformando ruas em rios, estações de metrô em lagoas e deixando um rastro de destruição. O Corpo de Bombeiros atendeu mais de 220 chamados por alagamentos, e os prejuízos materiais foram imensuráveis.

A Porto Seguro, por exemplo, registrou 379 atendimentos em diversas regiões afetadas no dia 24 de janeiro. Já a Tokio Marine contabilizou 601 avisos de sinistros em São Paulo durante o mês de janeiro. Embora o valor total das indenizações ainda esteja sendo calculado, os dados preliminares indicam um aumento expressivo na demanda por assistência e sinistros devido às chuvas, conforme noticiado pelo portal Sonho Seguro.

Dadas as devidas proporções, o cenário remete às enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em abril do ano passado. A tragédia deixou um rastro de destruição e resultou em mais de 23 mil avisos de sinistros, com um total de R$ 1,673 bilhão em indenizações pagas, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). No entanto, esse número representa apenas uma fração dos prejuízos reais, já que a maioria dos imóveis atingidos não possuía seguro.

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que cerca de 80% dos imóveis afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul não estavam segurados, ampliando ainda mais o impacto econômico e social da tragédia.

Esses eventos não são casos isolados. São parte de uma tendência global impulsionada pelas mudanças climáticas. Segundo um levantamento realizado pela WTW, utilizando a ferramenta Climate Quantified, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro estão no nível quatro de um índice que mede o risco climático até cinco, prevendo chuvas ainda mais intensas nos próximos anos.

O aumento da severidade dos eventos climáticos também é evidenciado pelos dados do Cemaden. Em janeiro de 2025, o órgão registrou um total de 3.620 alertas de desastres no Brasil, com 1.690 ocorrências de enchentes, enxurradas e deslizamentos de terra. Esse é um aumento significativo em comparação com os anos anteriores. Entre 2020 e 2023, a média anual de desastres relacionados ao clima foi de 4.077 eventos, quase o dobro da média anual de 2.073 eventos registrada nas duas décadas anteriores (2000-2019). Em 2024, o número de alertas de desastres foi o maior desde o início do monitoramento em 2011, conforme noticiado pela ClimaInfo e pela Agência Brasil.

Ao mesmo tempo, os impactos dos eventos extremos vão além das chuvas. Em 2023, os desastres naturais geraram mais de R$ 7 bilhões em indenizações pagas pelas seguradoras no Brasil, segundo levantamento da CNseg. Desses valores, R$ 3,2 bilhões foram relacionados a enchentes, R$ 1,5 bilhão a deslizamentos, R$ 1,2 bilhão a incêndios florestais, R$ 800 milhões a tempestades e vendavais e R$ 300 milhões a outros desastres naturais.

Diante desse cenário de crescente risco e vulnerabilidade, a questão da proteção do patrimônio nunca foi tão relevante. Embora a adaptação e as políticas públicas sejam essenciais, a escolha por seguros residenciais pode ser a forma mais direta de garantir que as famílias estejam preparadas para enfrentar essas adversidades.

Apesar da crescente exposição ao risco, o Brasil ainda possui baixa adesão ao seguro residencial. Segundo a CNseg, apenas 17% das casas e apartamentos do país possuem seguro, e menos de 1% conta com cobertura para alagamentos. Essa lacuna deixa milhões de famílias vulneráveis a perdas irreparáveis, enquanto o impacto financeiro dos desastres naturais cresce a cada ano.

O aumento da frequência de eventos extremos já é uma realidade. A adaptação e a gestão de riscos serão fundamentais para minimizar impactos e proteger tanto os bens materiais quanto a estabilidade financeira das famílias nos próximos anos.

Medidas preventivas tornam-se indispensáveis, e, além da necessidade de investimentos em infraestrutura urbana e políticas públicas eficazes, a contratação de seguros se apresenta como uma solução acessível e estratégica para proteger patrimônios e garantir maior tranquilidade em meio às incertezas climáticas.

Com valores que podem partir de R$ 50 mensais, um seguro residencial pode significar a diferença entre uma recuperação rápida e uma perda irreversível.

Grupo Virta

*Por Felipe Barranco, Head of Affinity da WTW

You may be interested

Mapfre reforça crescimento, conexão e consistência
Mapfre
136 Vizualizações
Mapfre
136 Vizualizações

Mapfre reforça crescimento, conexão e consistência

Publicação - 8 de maio de 2026

A Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, realizou na cidade de São Paulo um roadshow voltado aos corretores e diretores de corretoras de seguros das…

CCS-RJ oferece novo benefício exclusivo para associados
CCS-RJ
121 Vizualizações
CCS-RJ
121 Vizualizações

CCS-RJ oferece novo benefício exclusivo para associados

Publicação - 8 de maio de 2026

Os associados do Clube de Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), passam a contar com um novo plano odontológico desenvolvido especialmente para atender às suas…

Maio Amarelo reforça alerta sobre práticas do seguro automotivo
Sindsegnne
123 Vizualizações
Sindsegnne
123 Vizualizações

Maio Amarelo reforça alerta sobre práticas do seguro automotivo

Publicação - 8 de maio de 2026

Com o aumento das campanhas de conscientização no trânsito durante o movimento Maio Amarelo, especialistas alertam que a atenção dos motoristas deve ir além da direção segura.…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin