Ao longo dos anos, produtos de “seguro” vêm ganhando relevância na rotina dos brasileiros, especialmente quando se trata da proteção de patrimônio. Ainda assim, muita gente não os enxerga como um investimento essencial ou uma ferramenta de gestão de riscos.
Historicamente, o brasileiro sempre teve uma cultura financeira voltada para soluções imediatas. Questões que exigem planejamento de longo prazo — como a contratação de seguros — nunca estiveram profundamente enraizadas nos hábitos da população. Por isso, muitos ainda consideram o seguro um gasto dispensável, e não uma proteção indispensável.
A falta de informação sobre os benefícios dos seguros é um dos principais fatores que influenciam a decisão de não contratar esse tipo de serviço. Muitas pessoas desconhecem as opções acessíveis e as diversas modalidades de cobertura que podem oferecer segurança financeira diante de imprevistos.
Quando situações inesperadas acontecem — como acidentes de trânsito, doenças ou incêndios residenciais, para citar algumas situações —, a ausência de uma apólice pode gerar impactos severos. Nesses casos, é comum que os afetados recorram às economias, vendam bens ou contraiam dívidas para arcar com os custos.
Entre as áreas mais prejudicadas pela ausência de seguros estão a saúde, com dificuldades no acesso a serviços adequados; o seguro de vida, cuja falta pode deixar dependentes financeiros desamparados; o seguro auto, essencial em casos de acidentes, roubos ou furtos; e o seguro residencial, que oferece proteção contra incêndios, alagamentos e outros danos. Todos esses seguros são fundamentais para garantir tranquilidade e proteção em diferentes aspectos da vida cotidiana.
A baixa adesão a seguros, além de afetar diretamente a segurança das famílias, também tem impacto sobre a economia e a sociedade. A sobrecarga nos serviços públicos, o aumento do endividamento e a redução da estabilidade financeira são algumas das consequências desse cenário.
Apesar disso, o setor de seguros representa uma fatia relevante do PIB brasileiro,g contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento econômico e oferecendo estabilidade tanto para indivíduos quanto para empresas. No entanto, a penetração do seguro no Brasil ainda é baixa em comparação a outros países, evidenciando um enorme potencial de crescimento.
As seguradoras atualmente contam com um portfólio diversificado de produtos. Os seguros de vida e residencial, por exemplo, têm registrado um aumento expressivo de demanda, impulsionado pelo crescente interesse da população em garantir segurança financeira.
Apesar dos desafios culturais e históricos, o mercado de seguros no Brasil oferece amplas oportunidades. Investir em conscientização, digitalização e acessibilidade é fundamental para transformar a percepção dos brasileiros sobre a necessidade do seguro. Para isso, é essencial apostar na inovação, utilizando plataformas digitais, estratégias de marketing segmentadas e o aprimoramento contínuo da experiência do cliente.
TM Comunicações
*Por Rodolfo Bokel, sócio da Globus Seguros
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