O desenvolvimento da infraestrutura no Brasil é essencial para impulsionar o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população. No entanto, grandes projetos, como rodovias, ferrovias, portos e usinas, envolvem desafios financeiros e contratuais que podem comprometer sua execução. Nesse cenário, o seguro garantia se consolida como um aliado estratégico, reduzindo riscos e assegurando a continuidade das obras.
Marta Borelli, diretora técnica de Seguro Garantia da Allianz Trade no Brasil, destaca que o setor já movimenta mais de R$ 5 bilhões no país e cresce de 15% a 20% ao ano. “No Brasil, cerca de 80% do mercado de garantias está ligado a questões judiciais, o que nos diferencia do cenário global. A estratégia é ampliar nossa atuação nesse segmento e expandir para novas linhas de negócios, crescendo também em market share no mercado”, afirma.
A executiva observa que, no setor público, o seguro garantia é obrigatório em diversos contratos para proteger os recursos públicos e assegurar a entrega de obras e serviços. Já no setor privado, ele evita litígios e prejuízos financeiros, tornando-se um diferencial competitivo para empresas que desejam maior segurança, credibilidade e fluxo de caixa.
Importância do seguro garantia para grandes obras
Em grandes obras, a diretora técnica de Seguro Garantia aponta um dos principais benefícios da utilização da modalidade em grandes projetos de infraestrutura: “Com menos riscos envolvidos, o seguro pode proteger contratantes e empreiteiros contra o descumprimento de obrigações contratuais. No final das contas, mais segurança jurídica significa assegurar, também, que cada parte envolvida cumpra suas obrigações”.
Não somente, o seguro garantia concede mais facilidade no acesso a contratos públicos e privados às empresas que o utilizam, demonstrando mais credibilidade no mercado. Afinal, essa modalidade minimiza o impacto de inadimplência e de interrupções nas obras, ao assegurar a sustentabilidade financeira dos projetos.
Foi exatamente isso que uma grande empresa europeia buscou em 2021, quando foi selecionada para um contrato de cinco anos, de US$ 600 milhões, no Brasil. Parte de um vasto projeto sendo realizado por uma das maiores multinacionais do País, a parceria requeria o seguro garantia como uma pré-condição para o contrato.
Nesse caso, o seguro foi base para o sucesso contínuo do projeto: como uma seguradora global, a Allianz Trade entendeu a necessidade de uma linha de crédito mais alta, que não estivesse restrita a geografias específicas.
A complexidade do processo de emissão da apólice exigiu considerável expertise técnica – do tipo que a Allianz Trade tem internamente, tanto em nível internacional quanto local. A equipe de subscrição da seguradora também estava à disposição para estruturar e emitir o título em um prazo apertado de apenas quatro semanas, enquanto respondia às negociações do contrato.
No entanto, além da expertise em seguros, havia outra razão financeira pela qual a empresa optou por um seguro garantia: a liquidez liberada. Ao não utilizar uma linha de crédito bancária para a garantia, as linhas de crédito da empresa com o seu banco não foram esticadas, dando à empresa a liberdade de usar capital de giro para buscar mais projetos internacionais – em que o seguro provavelmente desempenhará um papel novamente.
Atualmente, o mercado de garantia tem sido impulsionado especialmente por apoios às demandas judiciais, principalmente no contexto pós-pandemia. “Este cenário deve continuar por pelo menos mais cinco anos, já que as empresas estão preocupadas em manter seu capital disponível e não o deixar retido durante longos processos judiciais, o que poderia impactar suas operações”, explica Borelli.
Impactos da portaria nº 2044 no mercado de seguro garantia
Em 31 de dezembro do último ano, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional divulgou um novo marco normativo sobre seguro garantia. A Portaria PGFN/MF nº 2.044, que entrou em vigor em 1º de março de 2025, traz novas diretrizes para o uso da modalidade em dívidas tributárias, substituindo a regulamentação anterior (Portaria nº 164/2014). Segundo Borelli, a mudança afeta diretamente todas as empresas que frequentemente enfrentam demandas tributárias.
“As seguradoras precisaram se antecipar para se adequar às novas regras, e na Allianz Trade não foi diferente: nos antecipamos, estudamos sobre o tema e adequamos nossas soluções e produtos de acordo com as normas vigentes. Essa adaptação faz parte da evolução do mercado e traz mais segurança para todos os envolvidos”, aponta a diretora.
Para saber mais detalhes a respeito do tema, clique aqui e assista o vídeo com o time de Seguro Garantia da Allianz Trade.
Agência Race
You may be interested

Com foco em inovação, PASI lança produto NR-1
Publicação - 17 de abril de 2026Pioneiro no mercado segurador em soluções para saúde mental no trabalho, o Seguro PASI, desde 2016 através da Central de Amparo, já oferece para os seus segurados…

FenSeg participa de workshop sobre estatísticas de incêndio
Publicação - 17 de abril de 2026A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) participou do I Workshop de Fomento às Estatísticas de Incêndio 2026, realizado em São Paulo, a convite da Associação Brasileira…

Receita de acionista do Grupo MDS supera US$ 2,9 bi
Publicação - 17 de abril de 2026O Grupo Ardonagh registrou em 2025 uma receita de 2,9 bilhões de dólares, com um EBITDA de 1,1 bilhão de dólares, consolidando sua posição entre os 15 maiores grupos…
Mais desta categoria



Ouvidoria se consolida como instrumento estratégico com o consumidor
Publicação - 17 de abril de 2026









