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05 Oct

Por que o seguro do futuro precisa ouvir mais os corretores?

7 de abril de 2025
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A Justos iniciou sua operação em 2020 com um modelo de venda direta ao cliente final. Na época, pensávamos que o caminho mais eficiente para democratizar o seguro auto seria por meio da tecnologia e da digitalização, aproximando a seguradora do consumidor e eliminando camadas intermediárias. Porém, em parte, estávamos errados.

Em pouco tempo, ficou evidente a importância dos corretores nessa relação com o cliente. Mais do que intermediários, esses profissionais desempenham o papel de consultores estratégicos que interpretam necessidades, acolhem dúvidas e orientam decisões que impactam diretamente a vida das pessoas.

Compreender melhor esse cenário fez com que mudássemos o pilar da nossa operação: em vez de focar única e exclusivamente nos motoristas, incluímos os corretores no centro da nossa estratégia. E isso fez toda a diferença para a evolução da Justos.

Ao estabelecermos essa parceria com os profissionais do setor de seguros de automóveis, conseguimos ampliar o nosso campo de visão e, assim, conhecer com mais profundidade as demandas do cliente. Um exemplo tem a ver com o lançamento da apólice para carros registrados em CNPJ.

Como temos canais variados para colher feedbacks dos corretores, identificamos que um pedido frequente era a inclusão de cobertura para veículos de uso pessoal registrados em nome de pessoas jurídicas. A solicitação vinha da necessidade de atender situações recorrentes de otimização fiscal e gestão patrimonial familiar, como no caso de veículos registrados em empresas dos próprios segurados. Como resposta, desenvolvemos a apólice PJ, respeitando critérios que garantem segurança e responsabilidade, como a exigência de vínculo direto entre o condutor e a empresa — seja como sócio ou familiar de primeiro grau.

O resultado foi uma expansão significativa do nosso mercado potencial e o fortalecimento da relação com os corretores, que se sentiram valorizados ao perceberem que seu feedback realmente faz a diferença. Ele não fica esquecido em uma “caixa de sugestão” — pelo contrário, é traduzido em soluções práticas e inovadoras.

Outro exemplo que gosto de citar é o desenvolvimento da funcionalidade de ativação agendada de apólices, que permite programar o início da cobertura para até 30 dias. Mais uma vez, a inovação nasceu a partir da escuta ativa.

Neste caso, os corretores relataram dificuldades enfrentadas por seus clientes durante a transição entre seguradoras: risco de sobreposição de apólices, perda da Classe de Bônus e insegurança sobre o momento exato em que a nova cobertura começaria. Ouvimos, analisamos e lançamos a solução, que hoje é amplamente utilizada e ajuda os profissionais a garantirem mais tranquilidade e previsibilidade para os segurados no momento da troca.

O que toda essa experiência nos mostra continuamente é que escutar o corretor faz parte do processo de melhoria contínua. Mais do que isso: trata-se de uma estratégia inteligente de crescimento.

Afinal, são esses profissionais que estão na linha de frente com os clientes, entendem suas dores e sabem o que pode, de fato, transformar a experiência de contratar um seguro auto. Quando incorporamos esses feedbacks ao nosso desenvolvimento de produto, entregamos não apenas inovação, mas valor real para o mercado.

Por isso, é um erro considerar que a tecnologia e, mais especificamente, a inteligência artificial vai substituir tais profissionais. Na nossa visão e experiência, o que a tecnologia faz é potencializar a atuação do corretor, automatizando tarefas repetitivas e dando a ele mais tempo, mais dados e mais recursos para se posicionar como um verdadeiro estrategista de proteção. O toque humano, a empatia e a capacidade de ler contextos complexos continuam sendo insubstituíveis — e são justamente esses elementos que garantem uma jornada do cliente mais segura, fluida e personalizada.

O seguro do futuro é híbrido: combina inovação com escuta, dados com relacionamento, e tecnologia com confiança. E, para que isso aconteça, o corretor precisa estar no centro dessa transformação — exatamente como fazemos hoje na Justos.

Beet House

*Por Dhaval Chadha, CEO e cofundador da Justos

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