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24 Jun

Comprar um imóvel novo com a certeza de que vai estar tudo bem quando receber a moradia e estar respaldado por qualquer eventual problema estrutural, ou até mesmo assegurar o pagamento em caso de financiamento, é uma das funções do seguro habitacional. Até outubro de 2024 foram pagos em indenizações sobre o seguro habitacional mais de R$ 2 bilhões, sendo um aumento de 59,1%.

Na Paraíba, durante o mesmo período indicado, foram pagos em indenizações R$ 15,75 milhões, aumento de 43,3%. No Piauí as indenizações somaram R$ 10,8 milhões, com incremento de 74,6%. No Amazonas, estado que faz parte da mesma região sindical foram pagos R$ 6,74 milhões, com aumento de 89,1%.

Segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor de construção civil cresceu 4,1% em 2024 e para 2025, a expectativa é de uma nova alta, desta vez de 2,3%, segundo previsões iniciais da entidade.

Para o presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), Edmir Ribeiro (foto), o aumento das indenizações do seguro habitacional no Brasil é consequência direta de fatores climáticos, econômicos e sociais. Eventos extremos, como enchentes, deslizamentos e tempestades, devido às mudanças climáticas, estão entre os fatores para um maior número de acionamentos para reparos de danos físicos aos imóveis.

“A expansão do mercado imobiliário, especialmente com o crescimento de financiamentos habitacionais, ampliou a base de segurados, aumentando o volume de sinistros. Outro fator relevante é a maior conscientização dos consumidores sobre a importância de ter o seguro como uma ferramenta essencial para proteger o patrimônio. As pessoas estão cada vez mais cientes dos benefícios que ter um seguro traz para a segurança financeira, tanto em situações cotidianas quanto em casos mais críticos, como morte ou invalidez permanente para quitação do saldo devedor”, afirmou.

Ampliação do serviço

Para o presidente da Comissão de Seguro Habitacional da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Lincoln Peixoto, que representa as companhias que comercializam o produto, ressalta também que além dos fatores indicados pelo Sindsegnne, o aumento na contratação deste serviço está relacionado também ao aumento do crédito imobiliário que, por sua vez, vem sendo puxado, também, pelo início das entregas das residências vinculadas ao programa de habitação popular do governo federal.

“Por ser um seguro obrigatório, o aumento na construção civil e no crédito imobiliário tende sempre a influenciar na arrecadação. Mas este movimento reflete também a crescente confiança do consumidor, incentivada pelo fortalecimento de programas como o novo Minha Casa, Minha Vida”, diz.

Dados do setor

Nos dez meses de 2024, o setor de seguros, excluindo a Saúde Suplementar, já pagou mais de R$ 202 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios. O montante, segundo levantamento da CNseg, representa um aumento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e é quase 20% superior ao orçamento destinado pelo Governo Federal ao Bolsa Família neste ano (R$ 169,5 bilhões). Somente em outubro, mais de R$ 21 bilhões foram pagos, um crescimento de 9,4% comparado ao mesmo mês de 2023.

Os dados também mostram um avanço significativo na demanda por produtos de seguros. Até outubro de 2024, houve aumento de 13,1% em relação ao ano anterior, totalizando mais de R$ 361 bilhões em arrecadação. Somente no último mês do levantamento, em comparação com o mesmo período anterior, o crescimento foi de 11,9%, somando cerca de R$ 36,9 bilhões

Voz Comunicação

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