00:00:00
20 Apr

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avalia implementar mais uma medida controversa. Trata-se de uma recomendação de mudança nas diretrizes para o rastreamento do câncer de mama na saúde suplementar. A nova proposta sugere a realização de mamografias para o público feminino entre 50 e 69 anos, com frequência bienal, alinhando-se às práticas adotadas no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a medida tem gerado preocupação entre especialistas e representantes jurídicos do setor, que argumentam que a redução da frequência pode comprometer o diagnóstico precoce e aumentar os custos de tratamento.

Para Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB), a proposta vai contra o papel essencial desempenhado pela saúde suplementar no Brasil. “A saúde suplementar tem se destacado por oferecer atendimento ágil, eficaz e englobar coberturas assistenciais fundamentais na prevenção de doenças. Essa proposta contraria estudos, dados e jurisprudências que reforçam a importância do diagnóstico precoce”, afirma Acayaba de Toledo, especialista em Direito e Saúde.

O presidente da ANAB também destaca que a mudança colide com a Lei do Rol de Procedimentos da ANS, que atualmente obriga a cobertura de mamografia digital para mulheres entre 40 e 69 anos. “Reduzir a faixa etária mínima e a frequência dos exames é um retrocesso. O diagnóstico precoce é uma ferramenta fundamental para salvar vidas e evitar tratamentos invasivos, mais caros e traumáticos”, detalha Toledo.

Leis e iniciativas recentes reforçam a relevância da mamografia como ferramenta preventiva. Em agosto de 2023, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que autoriza a realização de mamografias preventivas sem a necessidade de pedido médico. Além disso, dados da Sandbox Data for Health revelam que intervenções precoces, como a quadrantectomia, têm custos significativamente menores do que tratamentos para casos avançados, como a mastectomia. “A tentativa de reduzir os exames com a justificativa de economia é falha. A redução da frequência só desloca os custos para tratamentos mais complexos, que poderiam ser evitados com a detecção precoce”, explica o presidente da ANAB.

A perspectiva converge com a opinião de instituições e especialistas médicos que têm analisado a proposta. Dados da Femama mostram que 40% dos casos de câncer de mama no Brasil acometem mulheres com menos de 50 anos, enquanto 22% dos óbitos relacionados à doença também ocorrem nessa faixa etária. Hoje, mesmo com a realização ampla da mamografia, 60% dos casos de neoplasias mamárias ainda são diagnosticados em estágio avançado, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia.

Danthi

You may be interested

Com foco em inovação, PASI lança produto NR-1
Pasi
129 Vizualizações
Pasi
129 Vizualizações

Com foco em inovação, PASI lança produto NR-1

Publicação - 17 de abril de 2026

Pioneiro no mercado segurador em soluções para saúde mental no trabalho, o Seguro PASI, desde 2016 através da Central de Amparo, já oferece para os seus segurados…

FenSeg participa de workshop sobre estatísticas de incêndio
FenSeg
105 Vizualizações
FenSeg
105 Vizualizações

FenSeg participa de workshop sobre estatísticas de incêndio

Publicação - 17 de abril de 2026

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) participou do I Workshop de Fomento às Estatísticas de Incêndio 2026, realizado em São Paulo, a convite da Associação Brasileira…

Receita de acionista do Grupo MDS supera US$ 2,9 bi
MDS Group
113 Vizualizações
MDS Group
113 Vizualizações

Receita de acionista do Grupo MDS supera US$ 2,9 bi

Publicação - 17 de abril de 2026

O Grupo Ardonagh registrou em 2025 uma receita de 2,9 bilhões de dólares, com um EBITDA de 1,1 bilhão de dólares, consolidando sua posição entre os 15 maiores grupos…

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais desta categoria

WordPress Video Lightbox Plugin