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27 Feb

Transformações digitais e regulatórias na previdência complementar

19 de janeiro de 2024
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O cenário da Previdência Complementar passou por significativas transformações nos últimos anos, impulsionadas tanto pela necessidade de adaptação ao ambiente digital quanto pelas mudanças regulatórias. Essas alterações visam tornar o mercado mais competitivo e inclusivo frente a outras opções de investimento, conferindo autonomia aos participantes e reduzindo burocracias. A tecnologia desempenha um papel fundamental ao proporcionar uma comunicação mais eficaz, organizando propostas direcionadas e aumentando a segurança no setor.

Os planos fechados de previdência complementar, sem fins lucrativos e isentos de taxas de carregamento, têm se destacado como investimentos atrativos, proporcionando excelentes rentabilidades. Essa modalidade representa uma importante ferramenta para garantir um complemento de renda na aposentadoria, sendo impulsionada por transformações digitais e mudanças regulatórias.

A Resolução CNPC 50 representou um marco ao permitir maior autonomia aos participantes na gestão de seus planos, deixando-os competitivos aos planos de entidades abertas, que já possuíam algumas dessas regras. Já a Resolução Previc 23 consolidou e simplificou normativos, desburocratizando processos e reintroduzindo a certificação por experiência. Além disso, a segmentação entre S1, S2, S3 e S4 facilita a supervisão e fiscalização, adaptando-se ao porte e complexidade de cada entidade.

Outra alteração que não pode ficar de lado é a criação dos Planos Instituídos Corporativos, que surgiram como uma resposta à demanda por inclusão, permitindo a participação de pessoas vinculadas à entidade, conforme regras pré-determinadas, em planos de previdência fechados, mesmo fora do ambiente tradicional de emprego, alinhando-se às novas relações de trabalho. A EFD-REINF e o CNPJ por Plano proporcionam maior transparência nas informações tributárias e independência patrimonial, respectivamente, aumentando a segurança dos participantes.

O crescente entendimento do papel da previdência complementar fortalece sua posição como apoio crucial ao INSS. A adaptação e a atualização do setor se dão, principalmente, devido ao aumento da expectativa de vida e das reformas constantes na previdência social. Esses fatores trazem à tona a importância de pensar em um futuro financeiramente sustentável. A previdência complementar emerge como um investimento seguro, oferecendo vantagens fiscais, inclusão de familiares e garantindo um padrão de vida adequado na aposentadoria.

Porém, há o desafio de um crescimento contínuo do setor. Muitas pessoas ainda não compreendem totalmente a necessidade de pensar no futuro, enquanto outros consideram a previdência complementar como algo muito complexo. A superação desses desafios requer esforços contínuos para esclarecer e simplificar seu entendimento, destacando a importância de cada decisão.

Para transpor essas barreiras, tecnologias como Machine Learning e o Open Finance têm o potencial de revolucionar o setor, já que possibilitam uma abordagem mais direcionada, antecipando as necessidades dos participantes e promovendo um engajamento mais eficaz. Identificar padrões comportamentais permite personalizar ofertas, enquanto o Open Finance amplia as opções, demonstrando a competitividade dos planos fechados.

O cenário em constante evolução da Previdência Complementar reflete não apenas a adaptação ao ambiente digital e regulamentações atualizadas, mas também a uma busca por inclusão e autonomia. As transformações abrem caminho para um futuro financeiro mais estável, em que a tecnologia desempenha um papel crucial na comunicação eficaz e na oferta de soluções personalizadas. À medida que mais pessoas compreendem a importância da previdência complementar, o setor continua a crescer, promovendo uma base sólida para a segurança financeira no longo prazo.

*Por: Renata Coutinho, diretora de previdência na Sinqia e Renata Tognozzi, especialista de negócios na Sinqia

VCRP Brasil

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