De acordo com um levantamento divulgado pela plataforma de inovação Distrito, conceitos como open banking, pix e blockchain continuarão sendo relevantes para as fintechs nos próximos anos. Mercado, aliás, que segue em constante crescimento no país.
Dentro desse cenário, as fintechs que oferecem serviços ligados a disponibilização de crédito, investimentos, financiamentos, negociação de dívidas e até soluções digitais para a gestão financeira, tendem a crescer e se destacar nos negócios.
Com isso, para explicar sobre os caminhos do segmento no próximo ano, três fundadores de fintechs apontam as principais tendências para o próximo ano.
Francisco Pereira, CEO da Trademaster
Para Francisco Pereira, cofundador e CEO da Trademaster, fintech que alavanca as vendas nas cadeias de distribuição e impulsiona o crescimento sustentável do varejo, o maior impacto dos próximos anos no setor será a inteligência artificial, tanto na dinâmica atual do mercado, quanto em soluções disruptivas. O uso intensivo de dados pode ser um fator decisivo para mudar o jogo em diversas indústrias, bem como a maneira como o segmento enxerga as oportunidades e os desafios. “O uso de Inteligência Artificial é uma das principais tendências para 2024 e que impactará grande parte dos modelos de negócios. Entretanto, é preciso ter atenção considerando que da mesma forma que a tecnologia nos ajuda a pensar e estruturar novas possibilidades, também tende a criar uma distância entre as pessoas, prejudicando o contato físico e presencial, acometendo também, toda a troca valiosa que poderia ser proporcionado para as empresas”, afirma Francisco.
A Trademaster, desde a sua fundação em 2015, já transacionou mais de R$25 bilhões, especialmente nos setores de bens de consumo, construção, alimentos e bebidas, com atuação em todo o Brasil. A empresa desenvolveu produtos que reduzem a zero a inadimplência e alavancam as vendas, que ajudam as mais de 130 indústrias e distribuidores conveniados a melhorarem seus KPIs financeiros, oferecendo maior limite e prazo de pagamento para seus clientes.
Gonzalo Parejo, CEO da Kamino
Para Gonzalo Parejo, cofundador e CEO da Kamino, plataforma completa de gestão de gastos empresariais para pequenas e médias empresas no Brasil, o B2B Payments, focado em pequenos e médios negócios e até em mercados emergentes, será uma dessas tendências. “O B2B Payments não deve ser visto só como inovação nos meios de pagamento. É também uma tendência na construção de soluções que agregam valor, como melhor experiência do usuário, inteligência com software e inteligência artificial. Esses serão três pilares fundamentais para superar desafios endêmicos na oferta de produtos para PMEs em países emergentes”, afirma o empreendedor.
A plataforma Kamino já movimentou mais de R$4 bilhões, auxiliando executivos e líderes financeiros de PMEs de todo o Brasil a se concentrarem cada vez mais em estratégias voltadas para o sucesso do negócio. Além disso, a fintech, projetou que a plataforma ultrapassará a marca de R$1 bilhão em valor de pagamentos transacionados nos próximos 12 meses.
Paulo David, CEO da AmFi
De acordo com Paulo David (foto), cofundador e CEO da AmFi, plataforma que conecta originadores a investidores, acredita que para o próximo ano, o mercado pode esperar mais investimentos em startups e um cenário positivo para o mercado de capitais. “Temos a perspectiva de um mercado mais ativo, com a queda da taxa de juros e com o aumento da atividade econômica. Entendemos que temos bons estímulos para o mercado de capitais em 2024, estamos otimistas com o cenário”. Para o CEO da fintech, as operações de nichos são a grande tendência para 2024. Além disso, a tokenização e a eficiência, com certeza será destaque. “Apostamos no uso da tokenização em diversos setores para gerar mais eficiência, redução de custos e de burocracias.” afirma Paulo.
Apesar dos desafios enfrentados em 2023, durante o ano a empresa realizou feitos inéditos no mercado de capitais brasileiro, sendo a primeira fintech a receber autorização da CVM para realizar a oferta pública de tokens, promoveu a primeira operação com recebíveis de cartão de crédito tokenizados no mercado, e foi uma das viabilizadoras do primeiro financiamento de compra e venda de imóvel do Brasil com tokens como garantia. “Estamos apenas no começo de um novo capítulo do mercado brasileiro e o futuro já começou”, completa o CEO da AmFi.
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