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14 Jan

PMEs crescem 14,6% em outubro

6 de dezembro de 2023
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O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) aponta alta de 14,6% na movimentação financeira média das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras em outubro de 2023, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com isso, o índice indica que o quarto trimestre do ano iniciou em aceleração, após crescimento de 9,4% no terceiro trimestre. No acumulado do ano até outubro, o IODE-PMEs mostra crescimento de 6,0% na comparação com igual período do ano anterior.

O IODE-PMEs funciona como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$50 milhões anuais, divididas em 678 atividades econômicas que compõem quatro grandes setores: Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.

Felipe Beraldi, economista e gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, comenta que o resultado do décimo mês do ano reflete a manutenção da recuperação financeira real de contas a receber das PMEs da Indústria e aceleração do setor de Serviços. “O comportamento favorável do mercado de PMEs foi previamente sinalizado pelos resultados da ‘Sondagem Omie das Pequenas Empresas’, realizada entre julho e agosto de 2023, em que cerca de 80% dos gestores de pequenos negócios estimavam que o faturamento deveria manter tendência de crescimento no curto prazo”, diz.

No setor de Serviços, as PMEs aceleraram nos últimos meses (+13,4% YoY), após avançarem 9,1% no terceiro trimestre, puxado pelo bom desempenho dos segmentos: ‘Saúde humana e serviços sociais’, ‘Atividades administrativas e serviços complementares’ e ‘Atividades profissionais, científicas e técnicas’ (que englobam, por exemplo, ‘atividades jurídicas, de contabilidade e de auditoria’). “A retomada do crescimento de alguns segmentos de PMEs afeta positivamente os negócios de prestadores de serviços para empresas, como os contadores”, afirma Beraldi.

O crescimento observado em outubro pelo IODE-PMEs no setor industrial (+23,5%) se mostra disseminado entre as atividades contempladas no indicador. De 23 subsetores da indústria de transformação acompanhados pelo índice, 20 mostraram crescimento de dois dígitos no último mês, com destaque para as atividades de: ‘Fabricação de produtos de madeira’, ‘Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos’ e ‘Impressão e reprodução de gravações’.

No segmento de Infraestrutura, o IODE-PMEs mostrou avanço da movimentação financeira real das PMEs (+8,1% YoY), reflexo do bom desempenho de atividades ligadas à construção civil, como “Serviços especializados para construção’ e ‘Construção de edifícios’. Por outro lado, o índice segue indicando queda da atividade das PMEs ligadas às atividades de ‘Obras de infraestrutura’.

Por fim, o setor de Comércio voltou a apresentar queda em outubro (-0,5% YoY), ainda que em menor ritmo de retração observado nos meses anteriores (no terceiro trimestre, por exemplo, o indicador registrou retração de 7% na comparação anual). Beraldi explica que ”o resultado recente reflete, sobretudo, a recuperação no segmento atacadista (+5,5% YoY), com destaque para atividades ligadas ao: ‘Atacado de mármores e granitos’, ‘Atacado de produtos de higiene pessoal’ e ‘Atacado de alimentos’”. No varejo, apesar da nova queda observada no mês (-14,1% YoY), há atividades de alguns segmentos que seguem em crescimento, como: ‘Varejo de pedras para revestimento’, ‘Varejo de artigos de cama, mesa e banho’ e ‘Varejo de plantas e flores naturais’.

“Em linhas gerais, observamos manutenção dos condicionantes principais de crescimento das PMEs para os próximos meses: i) sustentação da renda, reflexo da resiliência vista no mercado de trabalho; ii) menores pressões inflacionárias e; iii) primeiros passos do ciclo de redução da taxa básica de juros (Taxa Selic) pelo BCB”, diz o economista.

Contudo, ainda segundo Beraldi, apesar dos resultados positivos, o cenário para as PMEs no curto prazo se mostra permeado por maior grau de incertezas, reflexo do aumento das preocupações com a capacidade do governo em sustentar seus planos de ajuste fiscal (equilíbrio das contas públicas). O tema traz efeitos significativos sobre outras importantes variáveis do mercado. Dentre eles, comportamento das expectativas de inflação e a evolução das taxas de juros domésticas.

“Ainda é cedo para atestar que o cenário doméstico se encontra pendendo para um lado mais pessimista, porém o tema deve ser monitorado de perto pelos empreendedores e demais agentes do mercado”, afirma Beraldi.

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