O avanço da tecnologia permitiu coisas maravilhosas, inimagináveis nas décadas passadas e ainda hoje. Uma dessas novidades foi o ensino a distância, que só cresceu nos últimos dois anos. Dados do Censo de Educação a Distância (ABED), indicam que a procura por esta modalidade de ensino aumentou ao menos 50% de 2020 para cá. O formato, que antes era uma opção, virou quase obrigatório nos períodos de restrição causados pela pandemia – e segue com tudo. Em 2021, seis de cada dez ingressantes do ensino superior entraram em cursos a distância (EAD).
Essa tendência é acompanhada pela educação corporativa, com empresas investindo cada vez mais na capacitação online, que as permite atingir uma grande quantidade de profissionais, por vezes espalhados em um país imenso como o Brasil. Pelo ambiente digital é possível entregar muito mais conteúdo de qualidade em bem menos tempo, aumentando assim a capilaridade na capacitação. As opções de formato online também crescem a cada dia: são Textos, vídeos, podcasts, infográficos e muito mais. Pensando no sucesso de uma plataforma online de educação corporativa deve-se oferecer materiais que se encaixe no gosto e na rotina de cada um dos profissionais.
Um novo formato que surgiu recentemente e que gostaria de refletir neste artigo é o nanolearning. Com a disputa cada vez mais acirrada pela atenção, dados os inúmeros estímulos que recebemos a todo instante, criar conteúdos relevantes, que se encaixem nestes curtos espaços, é um grande desafio. Surge aí o nanolearning, que consiste em doses de conhecimento que podem ser encontradas em diversos formatos, pensada para ser consumido em até dois minutos.
De acordo com pesquisa da Microsoft Corp, o tempo médio de concentração hoje é de apenas oito segundos, quatro a menos do que a média nos anos 2000. Por isso, formatos curtos como os descritos acima estão florescendo tanto no mercado. Mas não se engane: não é apenas produzir conteúdo deste tipo, o material deve ser pensado como complementar a outras modalidades e deve ser coeso com o todo, permitindo que o funcionário o utilize para aprender alguma novidade rápida ou fortalecer o conhecimento em outras áreas.
Consiste em uma otimização de tempo: nos dois minutos entre uma reunião e outra que o funcionário navegaria em uma rede social, por exemplo, ele pode utilizar este período para aprender sobre um novo produto, serviço ou até temas mais gerais para o dia a dia. Entretanto, para que ele consiga otimizar tempo na rotina é necessário que a educação corporativa seja de fácil acesso. Não adianta disponibilizar conteúdos rápidos, mas que só podem para ser acessados via computador, ele precisa ser versátil e a plataforma de entrega também.
A tecnologia, como exposto, muda toda uma atmosfera – de formatos a tempo de atenção -, se adequando às necessidades de uma forma genuína. Mas, isso não diminui o desafio dos profissionais de Recursos Humanos para planejarem conteúdos relevantes e de qualidade de forma que, cada vez mais, possam capacitar os seus funcionários, os preparando para esta desafiadora realidade em que vivemos. Nosso papel é usá-la como uma poderosa aliada nessa missão de desenvolver pessoas!
Edelman
* Por Valdirene Soares Secato é Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade no Grupo Bradesco Seguros.
You may be interested

Com foco em inovação, PASI lança produto NR-1
Publicação - 17 de abril de 2026Pioneiro no mercado segurador em soluções para saúde mental no trabalho, o Seguro PASI, desde 2016 através da Central de Amparo, já oferece para os seus segurados…

FenSeg participa de workshop sobre estatísticas de incêndio
Publicação - 17 de abril de 2026A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) participou do I Workshop de Fomento às Estatísticas de Incêndio 2026, realizado em São Paulo, a convite da Associação Brasileira…

Receita de acionista do Grupo MDS supera US$ 2,9 bi
Publicação - 17 de abril de 2026O Grupo Ardonagh registrou em 2025 uma receita de 2,9 bilhões de dólares, com um EBITDA de 1,1 bilhão de dólares, consolidando sua posição entre os 15 maiores grupos…
Mais desta categoria



Ouvidoria se consolida como instrumento estratégico com o consumidor
Publicação - 17 de abril de 2026









