O passo dois é destruir os silos organizacionais, ou seja, todas as áreas devem estar alinhadas. Em seguida, vem o comprometimento dos executivos e, depois, a aceleração do ritmo, com entregas constantes e programadas, em vez de iniciativas de longo prazo.
Uma subscrição para cada risco
Dividindo os riscos entre baixos, médios e altos, Mario Jorge indicou o tipo de subscrição correta. Para os riscos baixos ele sugeriu o modelo preditivo, que caracteriza os indivíduos de acordo com o perfil de risco. Para os médios, a análise automatizada e o aprofundamento do perfil de risco com o uso de questionários dinâmicos e até entrevistas remotas.
Já para os riscos altos, com capitais mais elevados, recomendou análises especificas, inclusive com o uso de exames laboratoriais. “Temos um ecossistema completo de soluções, que garante mais segurança e a análise mais profissional dos riscos. Viabiliza para que mais pessoas façam o seguro”, disse.
Na visão de Mario Jorge, a integração entre tecnologia, dados e segurança, em um mesmo ambiente, facilita a gestão de riscos e acompanhamento das carteiras, permitindo ajustes e correções com rapidez.
Cases internacionais
O CTO Albert Costa, que reside nos Estados Unidos, trouxe de lá exemplos de seguradoras novas, que cresceram rapidamente após o uso de subscrição automatizada. Duas delas, a Haven Life e a Ethos realizam aceitação 100% digital, sem a necessidade de exame médico, exceto para seguros acima de US$ 1 milhão.
A Ethos aceita idade de até 75 anos e capital de até US$ 10 milhões. Já na Haven Life o limite de idade é 64 anos e o capital de US$ 3 milhões. “Ambas as seguradoras oferecem uma boa experiência para o usuário, que não precisa falar com ninguém, pois todo o processo é online”, disse.
Outra empresa, a Ladder, atua com foco na recomendação de produtos, a partir de uma série de perguntas. Com o uso de algoritmos, fazem a recomendação de produtos diferenciados.
Para o executivo, os exemplos mostram a tendência de automatização dos processos no mercado americano, cada vez mais com o uso de modelos matemáticos e preditivos para a rápida tomada de decisão. “A mensagem que fica é que as seguradoras devem atentar para os novos entrantes do mercado”, disse.
Questionado pelo presidente do CVG-SP sobre a melhor estratégia das seguradoras americanas, Albert Costa respondeu que é a inovação na experiência do usuário e o uso da ciência de dados. “A grande revolução é o uso de algoritmos matemáticos, inteligência artificial e machine learning”, disse.
No encerramento, Marcos Kobayashi observou que o tema abordado interessa a diversos profissionais e não apenas aos subscritores. “Por isso, vamos trazer mais informações nas nossas redes sociais, porque um dos pilares do CVG-SP é a geração de conteúdo”, disse.
Assessoria de Imprensa CVG-SP
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