As principais diretrizes da gestão do economista Alexandre Camillo, novo titular no comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep) desde dezembro último, são apresentadas em entrevista da nova edição da Revista de Seguros (nº 919), publicada pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg. Com mais de 40 anos de atuação no mercado segurador, o novo Superintendente detalha seu projeto de instituir uma política de fomento ao seguro, ratifica seu apoio à modernização do marco regulatório, comenta as ações de sustentabilidade setorial, além do desafio de ampliar a taxa de penetração do seguro no País.
As matérias da publicação destacam a ampla diversidade de soluções para os seguros, como a consolidação da economia digital, listando seus extraordinários impactos no dia a dia de diversos negócios e sobre o comportamento dos consumidores. Acompanhando a popularização das plataformas de streaming, o setor automotivo incorpora a seu modelo de negócio a assinatura de carros, antes restrito às locadoras. O resultado disso são ganhos adicionais de toda a cadeia automotiva, beneficiando também os seguros.
Da mesma forma, a Revista de Seguros destaca que a presença crescente das imobiliárias virtuais abre novos negócios para o Seguro de Fiança e os Títulos de Capitalização, vencendo antigas resistência aos produtos de caução, sobretudo com mudanças nas normas que agilizaram a contratação das duas modalidades.
A tecnologia também impulsiona a fase de maturidade e inovação dos negócios sociais. Da criação de uma “bolsa de valores” que negocia apenas ações de empresas de favelas, passando por fintechs dedicadas à inclusão bancária de negros ou à capacitação tecnológica de egressos do sistema prisional, até ifood e empresa de logística com sede em comunidades, são diversos os exemplos da contribuição da tecnologia à criatividade e à abrangência dos negócios sociais, que, de quebra, podem representar novas oportunidades para diferentes ramos e modalidades de seguros.
Outra matéria constata que o chamado “marketplace”, lugar de encontro entre as várias partes que interagem para a entrega dos seguros, se fortalece como canal online de venda no dia a dia de seguradoras e corretoras, em sintonia com a transformação tecnológica no setor. Ao apresentar-se como vitrine para a exposição de produtos de seguro, previdência e capitalização de várias companhias, o marketplace ajuda a escolha da solução mais adequada à necessidade de cada consumidor.
A conjuntura setorial é tema de outra matéria, que reúne diagnósticos de 2021 e prognósticos de lideranças nacionais e regionais do setor segurador para 2022. A expansão em cenário caracterizado por um ambiente econômico ainda incerto exige que a governança e a gestão de riscos sejam prioridades estratégicas das empresas, concordam os líderes.
A adesão crescente aos preceitos ASG (ambientais, sociais e de governança) é enfocada com destaque, com empresas brasileiras identificando diferenciais competitivos e geração de novos negócios a partir dessa subscrição. O potencial do investimento verde no Brasil é estimado hoje em US$ 1,3 trilhão, considerando apenas os setores de energia, transporte, edificações, gestão de resíduos e eficiência energética industrial, informa a reportagem. Segundo estudos da Brazil Green Finance Programme, o volume de captação global de recursos no País pode chegar a R$ 3,6 trilhões até 2040. Ao mesmo tempo, as questões ASG podem afunilar os recursos necessários aos negócios que coloquem em risco o meio ambiente. Faz parte do jogo para conter efeitos catastróficos das mudanças climáticas.
CNseg
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