A implantação definitiva do home office e a adoção do regime de trabalho híbrido – com dias alternados entre casa e escritório – vem exigindo das companhias a atualização dos equipamentos de trabalho de seus colaboradores. Os desktops e monitores, por exemplo, deram lugar aos notebooks, o que gerou uma sobra significativa de maquinário para as empresas. Esse fato levanta uma importante questão: qual o destino correto dos equipamentos que caíram em desuso?
O descarte de equipamentos eletrônicos, já era um debate necessário antes mesmo da pandemia. O Brasil, por exemplo, é o quinto país que mais produz esse tipo de material de descarte, segundo o relatório “Global E-Waste Monitor 2020”, da Aliança Mundial para o Controle Estatístico dos Resíduos Eletrônicos. Outro dado interessante vem do Monitor Global de Lixo Eletrônico, estudo feito por meio do esforço colaborativo coorganizado pela Universidade das Nações Unidas (UNU), que indica que, no ano passado, o planeta havia acumulado um recorde de 53,6 milhões de toneladas métricas de lixo eletrônico. O montante significa um aumento de 21% em relação aos últimos cinco anos. O estudo aponta que apenas 17,4% desse resíduo foi oficialmente documentado como formalmente coletado e reciclado.
Com os seus colaboradores em home office desde março de 2020, a Europ Assistance Brasil (EABR) – multinacional líder em soluções de serviços e assistências – viu-se com uma quantidade significativa de equipamentos parados e reuniu seu time para resolver a questão. “O descarte correto desse tipo de equipamento nos chamou a atenção assim que passamos para o home office. A sobra foi numerosa, eram equipamentos não mais necessários na atual conjuntura de trabalho, mas estavam em perfeitas condições de uso. Para evitar o desperdício, reunimos as nossas equipes de TI e Facilities, a fim de encontrar o melhor destino para esse material e – o mais importante – ajudar instituições que necessitam de equipamentos para fins educacionais e ainda contribuir para o não crescimento de resíduos eletrônicos descartados incorretamente”, destaca Paulo Mártires, vice-presidente da EABR.
Em levantamento interno, a companhia identificou quais equipamentos estavam sem uso e chegou a números surpreendentes: 3 televisões, 406 microcomputadores, 356 monitores, 600 teclados, 250 mouses para desktop, 27 drives leitores de DVD e CD, 45 desktops, 10 monitores, 14 notebooks descaracterizados, 216 baterias de no-break e 2 switches. A solução encontrada pela empresa para dar o destino correto ao maquinário foi doar a maior parte dos equipamentos. A instituição escolhida foi a Casa Maria Maia, projeto filantrópico que atende gratuitamente pessoas carentes, portadoras de paralisia cerebral severa e doenças neurológicas correlatas, com deficiência física associada. A instituição recebeu 3 televisões, 406 microcomputadores, 356 monitores, 600 teclados, 250 mouses para desktop e 27 drives leitores de DVD. Os demais equipamentos foram direcionados para empresa certificada responsável por desmontar e reciclar os componentes.
“Essa é uma forma de ser sustentável, promover a responsabilidade ambiental e, ao mesmo tempo, contribuir para a sociedade como um todo. Somos uma empresa que cuida de pessoas e feita por pessoas, e por isso não poderíamos deixar de considerar o bem-estar do próximo”, finaliza Mártires.
Ketchum
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