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18 Apr

Toda entidade deve iniciar os trabalhos do ano em grande estilo. Essa filosofia foi adotada à risca pelo Clube Internacional de Seguros de Transportes (Cist) ao realizar seu primeiro workshop em 2020. O Hotel Radisson Paulista reuniu, em São Paulo, profissionais e especialistas do setor que assistiram a dois painéis, cujos temas serviram de reflexão à tomada de decisão dos players.
O primeiro painel abordou o tema “Novos Tempos, Novos Clientes: o Novo Consumidor de Seguro – Desafios que Afloram Dessa Nova Conjuntura no Mercado de Seguro de Transporte”, sob a condução da diretora de Business & Inovação da MJV Tecnologia e Inovação, Anna Carolina Maccarone. Segundo ela, o mundo hoje está mergulhado num cenário de incertezas, complexo, em torno de uma conexão gigantesca em rede.
O comportamento do consumidor de seguros, por exemplo, frente a este panorama, é que faz toda a diferença. E o controle sobre tal comportamento é ilusão, segundo Carolina. “É impossível controlar pessoas e situações num mundo complexo. Irá sobreviver quem a se adaptar e evoluir num ambiente organizacional”, ressaltou.
A diretora da MJV sugeriu às empresas que ouçam o consumidor em relação ao uso de plataformas e aplicativos em seus procedimentos. A transformação digital é uma realidade em tempos da indústria 4.0 (inteligência artificial, big data, internet das coisas, entre outros). E os novos clientes promovem um “choque cultural”. A executiva alerta: “O principal stakeholder é o cliente e será preciso sentar à mesa com ele”.
Números do mercado

O segundo painel foi apresentado por Valdo Alves, diretor de transportes da Tokio Marine Seguradora que conduziu o painel “Visão Geral do Mercado de Seguros de Transportes e suas Tendências – América Latina e Mundo”. Alves elencou aspectos que compõem o mercado de resseguros no mundo: catástrofes, questões climáticas, o problema do coronavírus, desaceleração do mercado internacional versus movimentação de carga e a participação da atividade de transportes no mercado de resseguro mundial.
Numa visão global, o prêmio estimado para 2018 no setor de marine gira em torno de US$ 28,9 bilhões. Houve um crescimento de 1% a partir de 2017. Do total de prêmios, 57,04% abrange transportes, marine liability, offshore/energy. O continente europeu responde por 46,4% deste volume, seguido pela região da Ásia e Pacífico com 30,7%. “O Brasil é o principal mercado de seguros na América Latina, com a emissão de R$ 3,5 bilhões em prêmios no ano passado”, reiterou.
Valdo Alves, contudo, fez uma ressalva em relação ao segmento. “Precisamos mudar a logística do transporte”, defendeu. Naturalmente, o executivo estava se referindo ao uso de caminhões na condução de produtos e mercadorias. Os veículos pesados são responsáveis por 67,7% de todos os modais. “O custo é alto e a possibilidade de severidades é muito grande”, advertiu. Um dos desafios para as autoridades é promover a desconcentração desta modalidade para outros meios de transporte.
Para concluir, Alves apontou algumas características do mercado brasileiro e suas tendências, a partir de 2020. São elas o fomento à produção industrial e crescimento do consumo interno, adoção de logística 4.0 (logística ultraconectada que atende aos requisitos de velocidade, ganho de eficiência, redução de custos e disponibilidade de informações), e-commerce, mudanças no ambiente regulatório, fenômenos ambientais, entre outros.

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