| Durante a 12ª edição do Direto & Reto com Camillo, que foi ao ar nesta quinta-feira (30/01), o presidente do Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), Alexandre Camillo, esclareceu os papéis das entidades que atuam no mercado de seguros, especialmente, na corretagem. Segundo ele, está sendo fundamental contar com uma autorreguladora, nesse momento em que a categoria foi retirada do SNSP (Sistema Nacional de Seguros Privados) pela Medida Provisória 905.
Camillo lembrou a criação do IBRACOR (Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros), em 2013, quando a categoria clamava por uma carteira de identificação, que seria expedida pela Susep. “Na época, as lideranças tiveram a consciência e o entendimento do quanto o fortalecimento da classe dependia de uma autorreguladora. Esse foi um momento muito importante para o amadurecimento do corretor de seguros”, completa. No entanto, muitos corretores ainda estão resistentes ao tema por não compreenderem sua necessidade. “Imaginem se tudo o que tenho falado já não fosse uma realidade? Imaginem se não estivéssemos atuando? Imaginem se o IBRACOR já não fosse uma realidade quando a MP foi publicada?”. Para Camillo, teria sido desastroso para os corretores se, agora, não contassem com uma entidade de fiscalização. Mas essa atuação, segundo ele, não pode ser confundida com as responsabilidades dos Sincors. “À autorreguladora cabe o papel de capacitação, habilitação e supervisão do profissional corretor de seguros. Já a atuação política, defesa e representatividade cabe aos Sindicatos dos Corretores de Seguros”, explica. A associação dos corretores ao IBRACOR e ao Sincors foi ressaltada por Camillo, que defende a participação da categoria nas decisões do setor. “Os Sincors não têm dono, por isso, é importante que os corretores levem suas críticas e sugestões, discutam e debatam o que deve ser feito para a melhoria de toda a categoria. Os corretores precisam entender que devem estar ao lado do Sindicato, pois são eles que estão fazendo a representação do corretor de seguros, defendendo seus interesses e lutando em defesa da profissão”. Com quase 13 mil associados, o IBRACOR é a única autorreguladora autorizada pela Susep. Sendo assim, para atuar na corretagem, o profissional deve fazer a inscrição no Instituto. “A associação ao IBRACOR não é obrigatória, mas se faz necessária a partir do momento que nos dá validação para atuar no setor”, declara. Assessoria de Imprensa do Sincor-SP |
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