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19 Apr

Por: Priscila Palacio

Executivo com visão abrangente da tecnologia aplicada ao mercado, José Prado (foto) é fundador do Conexão Fintech, CEO e co-fundador do Insurtech Brasil, que tem como missão desenvolver o ecossistema de insurtechs. Prado concedeu entrevista à Insurance Corp. Ele analisa o cenário das startups e a contribuição para o desenvolvimento do mercado no país e revela alguns detalhes dos preparativos para a próxima edição do Insurtech Brasil.

Insurance Corp – Como você avalia o desempenho do setor de startups e insurtechs no país?

José Prado – O processo ainda está no início, mas vem crescendo. A cada ano, as insurtechs conseguem ocupar espaço na economia e já começa a chamar a atenção e atrair grandes fundos internacionais. Segundo mapeamento feito pelo Conexão Fintech, em maio, havia 86 startups. Há um ano, eram 57. Para 2020, devem crescer ainda mais, pois existem muitas oportunidades, principalmente no que diz respeito a soluções que ajudam na eficiência e otimização de processos internos nas seguradoras e corretoras. Hoje, a maioria das soluções está focada na venda de seguros, ao contrário do que vemos em ecossistemas mais maduros como o americano.

IC – De que forma as startups podem contribuir para disseminar a cultura do seguro no país?

JP – O mercado no mundo inteiro tem se esforçado para ser melhor compreendido pelos consumidores. Esse é o problema, pois é ele próprio que precisa compreender o consumidor. O movimento de hoje deu origem às insurtechs e fintechs, que começou em 2010, após a crise americana de 2008, e uniu a necessidade dos consumidores em relação a soluções mais baratas durante a crise, com a necessidade de empreender para muitos que ficaram sem emprego. Acompanhando o crescimento do mobile, empresas viram a oportunidade de desenvolver soluções que resolvessem um problema ou melhorassem a dor do usuário. O mercado, por muito tempo, tenta ensinar os usuários a usar seus produtos. Agora as startups/insurtechs chegam para fazer produtos que os usuários precisam, entendendo suas necessidades.

IC – O que as companhias devem fazer para expandir o mercado, usando a tecnologia como aliada?

JP – Precisamos abrir o setor de seguros no Brasil. Como alguém que veio de fora deste mercado, vejo como um setor muito fechado. Precisamos nos esforçar para expandir a cultura do seguro aos mais diferentes setores. No Insurtech Brasil 2019, mostramos que, ao falarmos de insurtech, não estamos nos referindo apenas à indústria de seguros, mas de qualquer solução e de startups que podem utilizar seguros. Trouxemos varejistas, bancos e os mais diversos segmentos para explorar como podem usar seguro e oferecer uma melhor solução aos clientes. Gosto de exemplos como a QuintoAndar, startup de aluguel de imóveis que já inclui a cobertura ao locador e os patinetes elétricos da Grow (Grin e Yellow) que possuem coberturas para danos pessoais aos que usam da HDI e Sompo respectivamente.

IC – Quais são as próximas tendências em inovação para o setor?

JP – Muitas lições podem ser tiradas deste movimento trazido pelas insurtechs, mas o principal é olhar o usuário. O executivo se distanciou muito do seu cliente. As maiores startups do mundo criaram soluções para as quais os usuários não eram bem atendidos ou estavam insatisfeitos, isso do setor bancário ao de transporte. Neste sentido, o mercado segurador, principalmente a área de saúde, está abrindo uma grande oportunidade aos empreendedores. O usuário pode ser a própria organização (uma área que faz produto interno para outra) ou entre empresas (uma empresa que faz soluções a outra) e não apenas ao cliente final. Outros pontos importantes de inovação para as empresas compreenderem são a colaboração – envolvimento de todos no processo – organizações menos hierárquicas e liberdade para tentar e errar dentro das companhias.

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