Evento reuniu os principais agentes do mercado segurador e investidores da América Latina
Por: Priscila Palacio
O futuro do mercado de seguros, inovações, e o papel dos corretores foram debatidos durante o CQCS Insurtech & Inovação 2019, com a presença de 1.500 profissionais do mercado, em São Paulo. Na abertura do evento, Gustavo Dória, idealizador do projeto afirmou: “Nós somos guardiões dos sonhos e conquistas da sociedade. O seguro é um aliado das pessoas e não um mal necessário”.
Nomes internacionais de prestígio compartilharam suas experiências no mercado. Jonathan Kalman, fundador da EOS Venture Partners, falou sobre a necessidade de transformação do setor. “A tecnologia está criando uma mudança inevitável. Daqui a dez anos, essa indústria terá se reinventado e todos nós seremos parte dessa transformação”, conceitua. Kalman aposta que a próxima grande tendência para o setor é a inteligência artificial.
Paul Meeusen, conselheiro da B3i, falou de regulação: “Minha recomendação é que os órgãos reguladores e o setor trabalhem juntos e se acostumem com a tecnologia e a automatização no mercado”. Ryan Rugg, chefe global de seguros da empresa R3, apresentou a ferramenta Corda, uma plataforma de blockchain de terceira geração que fornece e compartilha informações de forma bilateral.
Já John Drzik, presidente da Marsh Global Risk and Digital afirmou ser um erro superestimar o que vai acontecer em dois anos e subestimar o que acontecerá em dez e faz uma alerta: “não deixe se dominar pela inatividade”. Kalman, por sua vez, defendeu o compartilhamento de ideias e a comunidade integrada. “O setor vive seu melhor momento. Deve-se acolher e atrair os jovens. Precisamos de DNA digital”, pontuou.
Ambiente propício à inovação
O painel “Como as seguradoras incorporam as novas tecnologias?” reuniu um time de especialistas. Denise Ciavatta CIO da HDI, Alexandre Putini, superintendente de digital e inovação da SulAmérica, Omar Ajame, da TEX, e Leandro Leite, da WIZ BPO contaram como as companhias atuam para promover um ambiente de inovação e incorporar novos produtos e serviços.
Para Denise é necessário buscar recursos, talentos e combinar com parceiros capacitados. “A transformação da indústria provoca a transformação da empresa. O desafio é conectar tecnologia, processos e na ponta o cliente. Para isso a modernização do nosso ambiente tecnológico é essencial”.
Na visão de Putini, a criação de uma cultura de experimentação por meio de experiências digitais exige experimentar e errar. “O design thinking é fundamental nesse processo. Entregamos valor para as pessoas e isso contagia todos os envolvidos”.
Ajame lembrou do início das atividades da TEX, quando “tinha mentalidade de startup”. “Queremos adicionar valor ao mercado e hoje a integração é a regra. Nosso desafio é inventar o futuro”.
Leite, destacou as soluções desenvolvidas pela empresa para relacionamento com cliente, backoffice, gestão de documentos, cobrança, e terceirização de mão-de-obra especializada. “Nosso time trabalha em sinergia com clientes e parceiros. A busca por soluções baseadas em novas tecnologias faz parte da cultura da empresa”.
Futuro da proteção
Adílson Lavrador, diretor executivo de operações, tecnologia e sinistros da Tokio Marine participou do painel “Inovação em velocidade recorde”. Ele comentou sobre qual deve ser a atitude do corretor frente à inovação e como a companhia deve se preparar para isso. “A tecnologia ajuda a suportar processos de inovação. Muitos corretores não têm o conhecimento de se projetar no mercado como agente inovador”.
No painel “Porque o Corretor é o Futuro da Proteção”, André Lauzana, vice-presidente comercial e de marketing da SulAmérica, refletiu que a tecnologia contribui com novos comportamentos. “Pessoas que entendem pessoas é a nova tendência. Empresas e seguradoras estão transformando modelos de negócios e trabalham para que o indivíduo se sinta único”, enfatizou.
Leonardo Freitas, diretor executivo da Bradesco Seguros, afirmou que o mercado evoluiu e o cliente está cada vez mais conectado. “O novo consumidor é descomprometido, frequenta as mídias sociais, está mais informado, em busca de conteúdo relevante”. Segundo ele, é preciso entender o que o influencia na compra de um seguro e como prestar bom atendimento.
Para Renato Pedroso, presidente da Previsul, o corretor assume um papel consultivo fundamental junto ao segurado. “As pessoas precisam de alguém que busque a melhor proposta para suas necessidades. Esse alguém é o corretor”, defendeu. E José Luís Ferreira da Silva, diretor comercial da Tokio Marine, fez uma reflexão sobre o mercado e os novos entrantes. “Até pouco tempo, o medo era dos bancos acabarem com a chegada da tecnologia. O corretor precisa aprender as ferramentas que as companhias têm para ensinar aos clientes, incorporar essa evolução em seu trabalho. Haverá clientes analógicos e digitais e ele precisa estar pronto para atender todos”, finalizou.
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