Na última quinta-feira (06), no auditório da Escola Nacional de Seguros em São Paulo, a Associação Internacional de Direito de Seguros (AIDA) reuniu especialistas do setor para discutir os aspectos da Nova Previdência e seu impacto na sociedade e no seguro.
A palestra de abertura foi de Wagner Balera, coordenador da Cátedra de Previdência Complementar Aberta da ANSP, que apresentou a questão social do século XXI: O envelhecimento. “A projeção é que até a metade do século um terço da população mundial será constituída de idosos. O problema desse fato é que esse volume de pessoas terá dispêndios de grande envergadura, principalmente na área de saúde. Portanto, os sistemas de saúde ficarão sobrecarregados para atender essa demanda maior e o Estado não se preparou para dar essa assistência necessária”, afirma. Balera ainda explica que o sistema de previdência, que estava preparado para custear um benefício de duração média de 8 a 10 anos, terá que pagar o benefício durante 20 a 25 anos. “Então podemos ver que a previdência terá um impacto extraordinário sobre o envelhecimento”, conclui.
Em seguida, o Sérgio Rangel, coordenador da Cátedra de Previdência Complementar Fechada da ANSP expôs o seu ponto de vista. “Nosso país, se for comparado a outros, pode ser considerado um ponto fora da curva, pois gasta relativamente muito do seu PIB em benefícios previdenciários e não tem uma população tão envelhecida, ou seja, 12,5% da população com mais de 65 anos geram essa taxa de dependência. Comparado a outros países, o Brasil está numa situação de comprometimento muito grande da sua previdência e nós temos uma perspectiva de que lá pelo ano de 2060 tenhamos quase 30% da nossa população com mais de 65 anos”, explica Rangel.
Ivy Cassa, apresentou seus questionamentos em torno no assunto: “Tem se falado muito sobre a previdência pública e as eventuais mudanças que vão acontecer por conta da proposta da emenda constitucional, mas o ponto é que isso vai culminar em uma demanda maior para os produtos de previdência privada e, do ponto de vista jurídico, percebemos que ainda existem diversos pontos a serem trabalhados, como, por exemplo, a questão da penhora, da tributação em caso de falecimento, da indicação de beneficiários, dentre outros”, conclui.
A abertura e a mediação ficaram a cargo da Magali Zeller, coordenadora da Cátedra de Ciência Atuarial da ANSP. O evento teve apoio da Escola Nacional de Seguros (ENS) e da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP).
Link para download da foto em alta: https://we.tl/t-IRV8UiFpaL
Oficina do Texto
You may be interested

Bradesco Saúde lança o plano Regional Noroeste Paulista
Publicação - 29 de maio de 2026A Bradesco Saúde lança o Bradesco Saúde Regional Noroeste Paulista (NOSP), plano desenhado para atender às empresas da região que buscam equilíbrio entre assistência de alta qualidade e custos…

Fórum ESG do IBA reforça papel da Atuária
Publicação - 29 de maio de 2026O Instituto Brasileiro de Atuária realizou, no dia 28 de maio de 2026, o 1º Fórum de ESG do IBA, no Anfiteatro Uninove Vergueiro, em São Paulo.…

Nexyun lidera vendas da Amil em Minas Gerais
Publicação - 29 de maio de 2026A Nexyun recebeu reconhecimento da operadora de saúde Amil pelo desempenho em vendas em Minas Gerais, com destaque na comercialização de produtos PME nas modalidades saúde e…
Mais desta categoria













