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21 Apr

Crescimento dos custos médicos para planos de saúde corporativos

23 de outubro de 2025
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Aon plc (NYSE: AON), empresa líder global em serviços profissionais, acaba de lançar o seu Relatório de Tendências Globais dos Custos Médicos 2026, que prevê um crescimento de 9,7% nos custos médicos corporativos no Brasil – uma desaceleração significativa em relação aos 12,9% projetados para 2025, alcançando o menor índice estimado para o país nos últimos dez anos.

Essa tendência acompanha o movimento de redução observado na América Latina, cuja variação esperada passou de 10,7% em 2025 para 10,3% em 2026, e se aproxima da média global prevista de 9,8%, o que reforça um padrão de desaceleração mundial nos custos médicos corporativos.

O cenário brasileiro mostra um avanço importante na moderação do crescimento dos custos médicos corporativos, mas ainda há pressão significativa vinda do uso intensivo de terapias especializadas e de medicamentos de alto valor. Esse movimento reforça a importância de estratégias de gestão baseadas em dados e iniciativas de bem-estar corporativo, que contribuam para o uso mais eficiente dos planos de saúde e para a sustentabilidade do capital humano“, explica Leonardo Coelho, vice-presidente de Health & Talent Solutions para o Brasil na Aon.

O estudo aponta ainda que essa desaceleração dos custos médicos na América Latina é decorrente, principalmente, da queda na inflação médica observada em Brasil e Colômbia, duas grandes economias dessa região. No caso brasileiro, a redução se deve em grande parte às mudanças nos padrões de hospitalização, que resultaram em menor frequência de sinistros de alto custo e predominância de eventos hospitalares de menor complexidade. A menor pressão sobre os custos de internação — que representam cerca de 50% dos sinistros das apólices no país — levou à redução da taxa de tendência dos custos médicos.

Outro fator relevante para a desaceleração no país é a adoção de políticas de contenção de fraudes e desperdícios financeiros, como o controle de reembolsos indevidos e outras irregularidades. Esse tipo de prática não só prejudica a operadora, mas também a todos os demais clientes que são impactados com os reajustes anuais. Além disso, as operadoras vêm implementando ações contínuas para equilibrar receita e despesas, essenciais para manter o processo de desaceleração dos custos médicos e garantir maior acessibilidade aos serviços de saúde no país.

Entre os principais fatores que influenciam os custos médicos corporativos no Brasil estão:

  • Crescimento da demanda por terapias simples (principalmente para saúde mental e Transtorno do Espectro Autista – TEA) e elevação do custo médio por sessão, devido à escassez de profissionais especializados na rede de atenção à saúde.
  • Adoção de tecnologias médicas avançadas e terapias de alto valor (principalmente relacionadas a diagnósticos oncológicos e imunoterápicos);
  • Menor frequência e severidade de sinistros de alto custo, especialmente hospitalizações;
  • Envelhecimento populacional e carga crescente de doenças autoimunes e condições crônicas, como cardiovasculares, câncer e hipertensão;

Nesse contexto, os custos médicos no Brasil continuam fortemente impactados pela demanda por produtos farmacêuticos importados, pela introdução contínua de tecnologias médicas avançadas e pelos tratamentos de alto custo voltados a doenças cardiovasculares, câncer e doenças autoimunes.

Entre as estratégias mais utilizadas pelas companhias para conter custos e apoiar o bem-estar dos colaboradores, estão:

  • Negociação com operadoras e prestadores;
  • Programas de saúde e bem-estar corporativo;
  • Adoção de serviços de saúde digital, como telemedicina e acompanhamento remoto.

Mesmo com essa desaceleração, o desafio de equilibrar inovação e sustentabilidade permanece. A gestão de custos de saúde corporativa precisa considerar os avanços no acesso a tratamentos médicos mais efetivos, porém com custo elevado, principalmente com as inclusões frequentes de novas tecnologias e medicamentos no rol da ANS“, completa Coelho.

O Relatório de Tendências Globais dos Custos Médicos 2026 reúne dados e análises de mais de 100 localidades onde a Aon intermedia e administra planos médicos corporativos, refletindo as expectativas quanto às tendências de custos de saúde em âmbitos local, regional e global.

Leia o relatório completo aqui.

FSB Comunicação

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